Caso real | «Se eu morrer não quero que o meu filho fique com o pai»

«A morte é algo que me assusta. Saber que posso partir cedo demais e que não poderei acompanhar o crescimento do meu filho, é algo que me consome.»

Caso real | «Se eu morrer não quero que o meu filho fique com o pai»

Caso real | «Se eu morrer não quero que o meu filho fique com o pai»

«A morte é algo que me assusta. Saber que posso partir cedo demais e que não poderei acompanhar o crescimento do meu filho, é algo que me consome.»

Um caso real. «A morte é algo que me assusta. Saber que posso partir cedo demais e que não poderei acompanhar o crescimento do meu filho, é algo que me consome.

Sei que não devemos pensar nestas coisas, mas é inevitável. Assusta-me saber que posso “ir embora” e que o meu menino poderá ficar entregue ao pai dele.

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Sim, estou separada do meu marido. Não sabemos nada dele há dois anos. Aliás! Saber até sei, porque há sempre quem me venha contar o que anda a fazer, mas há 24 meses que ele não dá notícias ao filho, que não quer saber dele, que não ajuda na educação, que… nada!

«E tenho tanto medo de um dia que eu não esteja cá, o meu menino seja entregue ao pai…»

Ter o meu filho a dizer-me que saber que o pai não gosta dele é uma dor muito grande no coração. Tento dar a volta à questão e explicar que isso não é, de todo, verdade. Mas como explicar a uma criança de oito anos que o pai, pura e simplesmente desapareceu do mapa e que nem os parabéns lhe dá e que nem um feliz Natal lhe deseja?

Parece fácil, com tudo isto, dizer que se ele não está presente, que jamais ficaria com o filho, mesmo que eu morresse. Mas não é assim tão linear.

Em tribunal – e apesar de não pagar a pensão de alimentos -, é pai dele. E tenho tanto medo de um dia que eu não esteja cá, o meu menino seja entregue ao pai… Tanto medo!

Apesar de tudo isto, nunca o meu filho me ouviu – ou vai ouvir – dizer mal do pai dele. Jamais! Apesar de ter mundos e fundos contra o meu ex-marido, não posso nunca esquecer que me deu o melhor presente e que o meu filho não tem de estar contra ninguém. Sou parva? Talvez! Mas sou assim!

A única coisa que não queria era que, caso me acontecesse alguma coisa, ele reaparecesse e quisesse ficar com o meu menino. Tem avós e padrinhos a quem já pedi para lutarem por ele com todas as forças e não o deixarem ir com o pai. Sofro sem razão, eu sei. Mas sou assim! Tenho um medo gigante de morrer e de deixar o meu filho com alguém que não quero.»

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