Caso real | «Engravidei duas semanas depois de abortar»

«Eu e o meu marido até nos controlámos bem quando engravidei pela primeira vez. Sabiam os pais e alguns amigos mais próximos.»

Caso real | «Engravidei duas semanas depois de abortar»

Caso real | «Engravidei duas semanas depois de abortar»

«Eu e o meu marido até nos controlámos bem quando engravidei pela primeira vez. Sabiam os pais e alguns amigos mais próximos.»

Um caso real. «Sempre me disseram que era possível gerar um bebé saudável depois de sofrer um aborto. E sempre me disseram que há um elevado número de abortos todos os dias. É algo que ocorre com alguma frequência, daí ser aconselhado silêncio absoluto até aos três meses de gestação.

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Eu e o meu marido até nos controlámos bem quando engravidei pela primeira vez. Sabiam os pais e alguns amigos mais próximos. Mas a felicidade durou pouco tempo. Numa semana fizemos o teste, na outra tive uma consulta e na outra abortei.

«O aborto foi algo que nos marcou, mas nunca mergulhámos numa depressão»

Normalmente a recuperação emocional demora mais do que a física. Até se recomenda esperar dois meses até voltar a engravidar. Mas nós focámo-nos no nosso objetivo. Queríamos ser pais. Queríamos mesmo muito ter um bebé e quanto mais tempo perdíamos a chorar e a lamentar o aborto, mais tempo passava. E foi todo aquele ambiente triste e depressivo que nos levou a pensar: ‘Por que não tentar já? O que nos impede?’

Sei que para alguns casais isto é impensável. Sim, dói muito perder aquele que seria o nosso grande amor. E pensamos muito como seria. Mas o David foi a realização do nosso sonho. Engravidei duas semanas depois de abortar, na primeira vez que tivemos relações. Isto é incrível.

Perguntam vocês: ‘Então mas não havia riscos? Não temos de esperar algum tempo até voltar a engravidar?’ Sim, na maioria dos casos penso que sim. Mas o meu obstetra deu-nos carta branca para voltar a tentar quando quiséssemos, porque a nível psicológico foi duro, mas eu meti na cabeça – eu e o meu marido – que faríamos o luto durante uns dias e depois voltávamos à carga. Era esse o nosso objetivo. E conseguimos.

Hoje o nosso filho tem três anos e estou novamente grávida, desta vez de uma menina. O aborto foi algo que nos marcou, mas nunca mergulhámos numa depressão, nunca deixámos que isso nos afetasse psicologicamente ao ponto de nem sequer voltarmos a tentar.

E conseguimos. É esta mensagem que tenho passado a quem me pergunta: «Como é que conseguiram?» Com muito esforço mental e força de vontade… Com muito, muito AMOR!»

Texto: Diana Antunes

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