Caso real | «Este ano quero ter mais tempo para os meus filhos, por favor»

Um caso real. «Sempre que termina um ano, sinto a mesma coisa: prometi ter mais tempo para os meus filhos e não cumpri. »

Caso real | «Este ano quero ter mais tempo para os meus filhos, por favor»

Caso real | «Este ano quero ter mais tempo para os meus filhos, por favor»

Um caso real. «Sempre que termina um ano, sinto a mesma coisa: prometi ter mais tempo para os meus filhos e não cumpri. »

Um caso real. «Sempre que termina um ano, sinto a mesma coisa: prometi ter mais tempo para os meus filhos e não cumpri. O problema é que não depende só de mim. Este ano quero mais tempo para eles. São os meus filhos, a minha razão de viver. É por eles que me “mato” a trabalhar todos os dias, apesar de nenhum patrão reconhecer o esforço de uma mãe.

LEIA DEPOIS
Meteorologia: O tempo para esta sexta-feira, 03 de janeiro

Este ano quero chegar mais cedo a casa, quero cozinhar sem pressas, quero ir ao jardim de vez em quando ao fim do dia.

Este ano quero ter mais tempo para acompanhar o meu mais velho na escola, estudar com ele, ajudá-lo a aprender a ler, a fazer os trabalhos de casa. Quero poder estar com os meus filhos em casa quando adoecem, sem medo de represálias. Quero sentir-me confortável no meu posto de trabalho, segura e necessária.

Quero poder engravidar novamente e amamentar (o que implica prolongar o horário reduzido de amamentação) sem ter alguém a dizer-me: «Mas tens mesmo de amamentar?» Quero voltar a ser mãe sem sentir o peso na consciência de que não devia. Não devia ter mais filhos, não devia querer ter mais tempo para eles. Sem sentir que sou a próxima a ir embora, a próxima a pertencer ao despedimento coletivo.

Quero sair a horas em paz, sem olhares indiscretos. Fico até mais tarde quando tem que ser. Não é regra. Mas o pavor de ficar desempregada leva-me a ser escrava daquela empresa.

A responsabilidade de não estar mais tempo com os meus filhos também é minha. Sou uma escrava sem coragem para dar o grito da revolta. E com um marido maravilhoso e uns pais super dedicados, tenho conseguido manter a confiança do chefe. Mas para mim basta. Chega de baixar a cabeça. O meu valor não modifica devido às responsabilidades da maternidade. E eu quero ser mãe com “M” grande.»

Leia mais historias como esta no nosso site Crescer.

LEIA MAIS
Engana filha de seis anos para celebrar passagem de ano com amigos

 

Impala Instagram


RELACIONADOS