Quem é Carlos Alexandre, o «super juiz» que vai testemunhar contra a Celtejo?

Conhecido por ser o «super juiz», Carlos Alexandre vai testemunhar a favor do ambientalista Arlindo Marques

Quem é Carlos Alexandre, o «super juiz» que vai testemunhar contra a Celtejo?

Quem é Carlos Alexandre, o «super juiz» que vai testemunhar contra a Celtejo?

Conhecido por ser o «super juiz», Carlos Alexandre vai testemunhar a favor do ambientalista Arlindo Marques

Carlos Alexandre é um juiz português conhecido por ser o mais temido pelos poderosos. Já assinou processos como Operação Marquês, Furacão, Labirinto, Monte Branco, Portucale, BPN, Submarinos e Freeport onde José Sócrates, Ricardo Salgado, Isaltino Morais entre muitos outros nomes de grande poder em portugal foram investigados.

Foi ao jornal online mediotejo.net que o juiz prestou declarações sobre o motivo pelo qual estaria a defender Arlindo Marques, conhecido por ser o «guardião do tejo».

«Disponibilizei-me e vou servir de testemunha do Arlindo Marques no processo que lhe foi movido em Tribunal porque sou de Mação, porque conheço bem o rio e os seus problemas com a poluição, nomeadamente na zona ribeirinha de Ortiga, e por estar solidário com o exercício de cidadania de Arlindo Marques», disse ao jornal online.

Carlos Alexandre é natural de Mação e viveu por lá até aos 18 anos. Aos 56 anos, depois de ter no currículo alguns dos processos mais noticiados em portugal, o juiz vai testemunhar contra a Celtejo, empresa que instaurou um processo a Arlindo em que exige 250 mil euros por «danos atentatórios do seu bom nome».

O «super juiz» tem fama de ser implacável e de não temer os poderosos. É dos juízes mais criticados e odiados em portugal.

O processo que Arlindo Marques enfrenta e o apoio que tem sentido

O Movimento Pelo Tejo (ProTEJO) lançou uma campanha de ‘crowdfunding’ que visa apoiar as custas judiciais do ambientalista Arlindo Marques, a quem uma empresa de celulose acusa de danos morais e reclama 250 mil euros de indemnização.

Na página da plataforma ‘Causas’, que acolhe a campanha desde terça-feira, o Movimento Pelo Tejo, com sede em Vila Nova da Barquinha, Santarém, mostra a sua “solidariedade com o Arlindo Consolado Marques no processo instaurado pela Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, SA, do Grupo ALTRI”, instalada em Vila Velha de Rodão, Castelo Branco, prevendo que o prazo do processo seja de dois anos e estabelecendo uma meta de 21.885 euros, a atingir dentro de um mês e quatro semanas.

Esta meta foi definida com um orçamento distribuído por comissões, custas processuais, advogados, pareceres e perícias de especialistas, deslocações, recursos judiciais e t-shirts exclusivas da campanha a oferecer aos apoiantes com donativos superiores a 50 euros.

LEIA MAIS: Mação une-se para ajudar Arlindo Marques no processo instaurado pela CELTEJO

Em causa, segundo se pode ler no processo que a Celtejo – Empresa Celulose do Tejo, SA, instalada em Vila Velha de Rodão, instaurou a Arlindo Marques, guarda prisional de profissão e conhecido no distrito de Santarém como o “guardião do Tejo”, estão “afirmações que têm por objetivo gerar na opinião pública a ideia de que a autora [do processo] é responsável, ou co-responsável, pela alegada poluição do rio Tejo”.

O documento, entregue no Tribunal Judicial de Santarém e ao qual a agência Lusa teve acesso, tem a data de 12 de dezembro de 2017 e reclama do réu 250 mil euros acrescidos de juros de mora até integral pagamento para “compensar a autora pelos danos sofridos por causa da ofensa cometida”.

VEJA AINDA A REPORTAGEM «TEJO DOENTE»: Entidades responsáveis acusadas de ‘fecharem os olhos’ a catástrofe ambiental

A campanha lançada pelo Movimento pelo Tejo estará em vigor até às 16:00 de dia 16 de março, sendo que o ProTEJO garante que “o valor que não seja utilizado no âmbito do processo será destinado à restauração fluvial do rio Tejo”.
O Movimento Pelo Tejo afirma ainda que “esta ação contra o Arlindo Consolado Marques é uma ação contra todos os cidadãos de Portugal e Espanha que defendem o rio Tejo e contra todos os defensores do ambiente, consistindo num ato de intimidação que tenta condicionar o direito constitucional que todos os cidadãos têm de expressar livremente a sua opinião e o dever constitucional que todos os cidadãos têm de defender o ambiente”.

 

Texto: Marta Costa

Impala Instagram


RELACIONADOS