Bastonária dos enfermeiros defende que informação é o melhor caminho para a vacinação

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, considerou que informar as pessoas é a melhor forma de as levar a vacinarem-se contra a covid-19, em vez de as obrigar.

Bastonária dos enfermeiros defende que informação é o melhor caminho para a vacinação

Bastonária dos enfermeiros defende que informação é o melhor caminho para a vacinação

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, considerou que informar as pessoas é a melhor forma de as levar a vacinarem-se contra a covid-19, em vez de as obrigar.

A representante dos enfermeiros sublinhou que a legislação portuguesa não permite tornar a vacina obrigatória e frisou que, caso seja feita uma alteração legislativa nesse sentido, não deve ser direcionada apenas a alguns grupos profissionais.

“Por princípio, as obrigatoriedades nunca são boas, mas se tivesse de ser assim, nunca deveria ser para um determinado grupo profissional”, defendeu Ana Rita Cavaco.

Para a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, “o melhor caminho é sempre o da informação e o da sensibilização, para as pessoas se sentirem seguras, porque as vacinas são seguras”.

A Lusa falou com a bastonária um dia depois de o Presidente francês, Emmanuel Macron, ter anunciado que a vacinação contra a covid-19 vai passar a ser obrigatória, a partir de 15 de setembro, para todos os profissionais que trabalham com pessoas frágeis em hospitais e lares, uma decisão também tomada pela Grécia.

“Eu não acho que a obrigatoriedade seja um bom caminho. A existir, discordo que a vacina seja só para os profissionais de saúde”, referiu a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, em declarações à agência Lusa.

“Porquê os profissionais de saúde e não os mais velhos, que podem estar mais expostos a situações graves e de morte”, perguntou.

Ana Rita Cavaco referiu que a Ordem dos Enfermeiros não tem, para já, uma posição sobre a possibilidade de tornar a vacina contra o novo coronavírus obrigatória, uma vez que “são medidas que têm de ser muito bem ponderadas”.

“Nós teríamos de ponderar muito sobre isso, até porque teria de levar a alterações legislativas”, sublinhou a dirigente, que afirmou ter de ouvir a Assembleia da República, o Governo e o Presidente da República pronunciarem-se sobre o assunto até a Ordem dos Enfermeiros “dar a sua opinião favorável ou desfavorável”.

Ana Rita Cavaco preconiza a aposta na informação aos portugueses, por entender que “o caminho é por aí, antes de discutir a questão da obrigatoriedade”.

A bastonária dá o exemplo da adesão ao Plano Nacional de Vacinação (PNV), com “taxas superiores a 90% na maioria das vacinas”.

“Portugal é um dos países com as mais altas taxas de adesão ao PNV em todas as outras vacinas e isso deve-se a um grande esforço que tem sido feito pelos profissionais de saúde. É isso que temos de fazer com esta vacina [covid-19]”, salientou Ana Rita Cavaco, que insiste na necessidade de “sensibilizar a população”, para que se sinta segura com o tratamento contra o novo coronavírus.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia, defendeu hoje, em declarações à TSF, que o exemplo de França devia ser seguido em Portugal, considerando que ser vacinado contra a covid-19 é uma “obrigação moral”, mas “era importante também que fosse uma obrigação legal”.

O presidente da Associação de Apoio Domiciliário, de Lares e Casas de Repouso de Idosos, João Ferreira de Almeida, disse à mesma estação não se poder pensar “só nos direitos individuais de cada um”, mas nos “direitos de todos” e é da opinião que se deve refletir sobre a possibilidade de tornar a vacina obrigatória.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.028.446 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 186,3 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.156 pessoas e foram registados 907.974 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, uma cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

AYR // SB

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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