Zoo de Gaia diz que planta detetada com bactéria ‘Xylella fastidiosa’ foi destruída

A planta onde foi detetada a presença da bactéria ‘Xylella fastidiosa’ foi “destruída imediatamente depois de comunicação” da tutela, indicou hoje à Lusa fonte do Zoo de Santo Inácio.

Zoo de Gaia diz que planta detetada com bactéria 'Xylella fastidiosa' foi destruída

Zoo de Gaia diz que planta detetada com bactéria ‘Xylella fastidiosa’ foi destruída

A planta onde foi detetada a presença da bactéria ‘Xylella fastidiosa’ foi “destruída imediatamente depois de comunicação” da tutela, indicou hoje à Lusa fonte do Zoo de Santo Inácio.

Vila Nova de Gaia, Porto, 18 jan (Lusa) – A planta onde foi detetada a presença da bactéria ‘Xylella fastidiosa’ foi “destruída imediatamente depois de comunicação” da tutela, indicou hoje à Lusa fonte do Zoo de Santo Inácio, concelho de Vila Nova de Gaia.

Portugal informou oficialmente a Comissão Europeia da presença da bactéria ‘Xylella fastidiosa’ em plantas de lavanda no jardim de um ‘zoo’ em Vila Nova de Gaia. Em causa a presença de uma bactéria que ataca espécies como oliveiras e amendoeiras e para a qual não há cura.

Contactado o Zoo de Santo Inácio, fonte deste equipamento confirmou à agência Lusa que “no início do ano foram feitas análises às plantas” e que “a bactéria citada foi detetada num único canteiro”.

“O Ministério da Agricultura tirou amostras no início do ano e a planta foi destruída quando acusou positivo e imediatamente após a comunicação do Ministério. Foram responsáveis do zoo que destruíram a planta em colaboração com responsáveis do ministério”, descreveu a mesma fonte, acrescentando que “internamente se considerou que estava tudo tratado até porque não existiram mais indicações ou comunicações” da tutela.

“Mas claro que estamos disponíveis para colaborar ao máximo. E temos as portas abertas para o que acharem necessário”, concluiu o Zoo de Santo Inácio.

Já um ofício do Ministério da Agricultura, Floresta e Desenvolvimento Rural, ao qual a Lusa teve acesso, com data de segunda-feira, aponta que a presença da bactéria foi confirmada a 03 de janeiro, estando esta “numa sebe ornamental de Lavandula dentata presente no jardim do Zoo de Santo Inácio, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

A operação decorreu no âmbito do Programa de Prospeção Nacional e, continua a ler-se no documento, “de acordo com o previsto no Plano de Contingência está em curso, pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, a prospeção intensiva na zona infetada – 100 metros em redor das plantas contaminadas – para determinação da extensão do foco”.

O ofício da tutela aponta que a zona onde foi detetada a bactéria foi demarcada e que continua o trabalho de amostragem e de destruição de plantas de outras espécies hospedeiras da subespécie multíplex.

“A destruição que ocorre mesmo antes de serem conhecidos os resultados das respetivas análises”, garante a tutela.

Por fim, o Ministério da Agricultura pede a todos os particulares ou profissionais a colaborarem com os esforços oficiais, lembrando os “prejuízos potencialmente causados pela bactéria ‘Xylella fastidiosa’ num vastíssimo leque de plantas hospedeiras, incluindo culturas de grande importância económica para o nosso país”.

Já fonte ligada à Comissão Europeia, apontou à Lusa que este organismo mantém contacto com as autoridades portuguesas, estando a acompanhar a situação.

Desde 2015, têm sido detetadas diferentes subespécies da bactéria ‘Xylella fastidiosa’ em França, Espanha e Itália em espécies ornamentais e também agrícolas.

A subespécie multíplex está associada a 58 espécies/géneros de plantas, entre eles, a amendoeira, a cerejeira, a ameixeira, a oliveira, o sobreiro, a figueira e muitas plantas ornamentais e da flora espontânea.

PYT (IG) // LIL

By Impala News / Lusa

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