Vírus: Receitas dos casinos em Macau descem 11,3% em janeiro

As receitas dos casinos em Macau desceram 11,3% em janeiro, em relação a igual período de 2019, um resultado explicado pelas autoridades pelo surto do coronavírus, que reduziu o fluxo de jogadores na capital mundial do jogo.

Vírus: Receitas dos casinos em Macau descem 11,3% em janeiro

Vírus: Receitas dos casinos em Macau descem 11,3% em janeiro

As receitas dos casinos em Macau desceram 11,3% em janeiro, em relação a igual período de 2019, um resultado explicado pelas autoridades pelo surto do coronavírus, que reduziu o fluxo de jogadores na capital mundial do jogo.

Na sexta-feira, o Governo de Macau apontou perdas na ordem dos 10%, mas os dados hoje divulgados pela Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ) indicam uma descida superior da receita bruta mensal.

Se em janeiro de 2019 as operadoras que exploram o jogo no antigo território administrado por Portugal tinham arrecadado 24,94 mil milhões de patacas (2,7 mil milhões de euros), agora a receita bruta mensal ficou-se pelos 22,12 mil milhões de patacas (2,49 mil milhões de euros).

Os resultados em fevereiro podem piorar se o Governo chegar a ordenar o encerramento dos casinos, um cenário admitido pelas autoridades caso sejam detetados casos de infeção naqueles complexos turísticos que acolhem milhões de turistas durante o ano, a esmagadora maioria do interior da China.

O primeiro caso do novo coronavírus identificado em Macau foi anunciado a 22 de janeiro, dias antes da semana de celebrações do Ano Novo Lunar, período que arrasta consigo um fluxo de turistas ao território e para as mesas de jogo dos casinos.

Contudo, só para ilustrar a dimensão da perda turística, o número de visitantes a Macau durante a chamada “semana dourada” do Ano Novo Lunar, de 24 a 31 de janeiro, desceu quase 80%, em relação a igual período de 2019.

Analistas ouvidos pela agência Lusa sublinharam que estes resultados revelam uma vez mais a dependência da indústria do jogo de Macau em relação ao mercado chinês e uma economia que não soube diversificar-se.

Na sexta-feira, a agência de notação financeira Fitch Ratings avisou mesmo que se o surto do coronavírus continuar a alastrar pode ter impacto significativo, ainda que temporário, no fluxo de caixa dos casinos de Macau e ‘incentivar’ canais ilegais do jogo.

Uma ideia partilhada pelo analista de jogo David Green que afirmara à Lusa, um dia antes, que a perda de jogadores nos casinos de Macau podia fazer crescer as apostas ilegais via telefone.

As autoridades de Macau identificaram até agora sete casos de infeção pelo novo coravírus.

O Governo de Macau voltou na sexta-feira a apelar aos cidadãos que “evitem multidões e concentrações de pessoas”, anunciou medidas de apoio económico à população para atenuar o impacto da epidemia, definiu que os trabalhadores da função pública não urgentes devem ficar em casa até 07 de fevereiro e determinou que as escolas vão continuar encerradas até ordem em contrário.

A China elevou para 259 mortos e quase 12 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países, com as novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional.

JMC (MIM) // JMC

By Impala News / Lusa

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