Viagem através de todas as formas de amor exposta no Museu Berardo

Viagem através de todas as formas de amor exposta no Museu Berardo

Uma exposição que constitui “uma viagem através de todas as formas de amor”, desde a ternura, o erotismo, a violência ou o ciúme, em cerca de 130 obras de arte, é inaugurada na quarta-feira, no Museu Berardo, em Lisboa.

“Quel Amour!?” dá título a esta exposição que, segundo o curador, Eric Corne, provoca simultaneamente “exclamações e interrogações”, disse aos jornalistas numa visita guiada hoje realizada, no Museu Coleção Berardo, na presença da diretora artística, Rita Lougares.

Artistas de todo o mundo — entre os quais os portugueses Helena Almeida, Paula Rego, Ernesto de Sousa e Lourdes Castro – estão representados nesta exposição, porque abordaram o tema do amor nas suas várias facetas e tonalidades.

“O amor pode ser belo, triste, religioso, fantasmagórico, ciumento, com ternura, ou erotismo, envolver violência ou desejo”, apontou o curador e também artista, que escolheu obras de artistas dos vários continentes, desde a Europa, às Américas, a África e à Ásia, porque – disse – “as culturas também influenciam o amor”.

Nos vários suportes para as obras – fotografia, desenho, pintura, vídeo, performance, escultura – o amor é tratado nas suas muitas facetas, por artistas homens e mulheres, e com a particularidade de algumas obras terem sido criadas por casais.

É o caso de Helena Almeida e do marido, o também artista Artur Rosa, que surge logo na primeira sala da exposição, representada por um vídeo de ambos, ligados por um fio, a caminhar, e com várias fotografias, como a série “Ouve-me”, de 1979.

“Quis fazer uma homenagem a Helena Almeida e ao seu trabalho com o marido”, observou Eric Corne sobre a artista falecida no passado dia 25 de setembro, e cuja obra é considerada uma das mais importantes da História da Arte portuguesa do século XX.

Marina Abramovic e Ulay, Gérard Garouste e Élisabeth Garouste, Axel Pahlavi e Florence Obrecht são outros artistas que trabalham juntos e que têm obras nesta exposição dedicada ao amor.

De outros nomes destacados da arte portuguesa estão Ernesto de Sousa, com “Olympia”, de 1979, e Paula Rego, com “The Rehersal”, de 1989 e “Amor”, de 1995.

Mas as interrogações e exclamações sobre o amor atravessam toda a História da Arte universal, e inspiraram artistas de várias gerações como Marc Chagall, Daphné Chevallereau, Antoine d’Agata, John De Andrea, Jan De Maesschalck, Jeremy Deller & Cecilia Bengolea, Mattia Denisse, Marlene Dumas, Tracey Emin, Gérard Fromanger, Élisabeth Garouste, Gérard Garouste, Nan Goldin, Todd Hido, David Hockney, Alex Katz, William Kentridge, Mattia Denisse, Marlene Dumas, Tracey Emin, Gérard Fromanger, Élisabeth Garouste e Gérard Garouste.

As visões do amor, a sua interpretação, as sensações e desejos, sentimentos e emoções parecem viver intensamente nas obras destes artistas, cuja representação por género o curador tentou equilibrar.

“Era importante para mim alargar o máximo o espectro de artistas e sensibilidades para as dar a conhecer ao público e também para as compreender”, comentou o curador.

A exposição aborda igualmente as formas de amor mais enigmáticas: o amor-próprio e o fascínio provocado no Homem pelo seu próprio reflexo.

Esta exposição foi construída com duas entradas diferentes, assinaladas por duas obras emblemáticas — uma de Kiki Smith, outra de William Kentridge —, que vão determinar a escolha de percurso do visitante.

A exposição “Quel Amour!?”, segundo o curador, foi feita à imagem das cidades de Marselha, onde foi primeiramente inaugurada, e de Lisboa, no Museu Coleção Berardo, onde fica patente até 17 de fevereiro.

Éric Corne fundou, em 2001, o centro de arte contemporânea Le Plateau à Paris, na capital francesa, que dirigiu até 2004.

Curador de várias exposições internacionais, nomeadamente no Museu de Arte de São Paulo, é também professor na Escola Nacional Superior de Arte de Bourges, desde 2008.

AG // MAG

By Impala News / Lusa

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