Viagem à Arménia dá ponto de partida para espetáculo-instalação em estreia em Viseu

Uma viagem de Pedro Sousa Loureiro à Arménia foi o ponto de partida para o espetáculo “Online Distortion/Border Line(s)” que os Pato Bravo estreiam, sexta-feira, no Teatro Viriato, em Viseu.

Viagem à Arménia dá ponto de partida para espetáculo-instalação em estreia em Viseu

Viagem à Arménia dá ponto de partida para espetáculo-instalação em estreia em Viseu

Uma viagem de Pedro Sousa Loureiro à Arménia foi o ponto de partida para o espetáculo “Online Distortion/Border Line(s)” que os Pato Bravo estreiam, sexta-feira, no Teatro Viriato, em Viseu.

“Online Distortion/Border Line(s)” é um espetáculo-instalação que parte do contraste cultural que Pedro Sousa Loureiro, responsável pela criação, direção e autoria, vivenciou quando, em setembro de 2019, realizou uma residência artística em três localidades arménias, com o objetivo de filmar um documentário.

Na Arménia, Pedro Sousa Loureiro contactou com o trabalho de artistas plásticas feministas, tendo também experienciado o “enorme confronto entre o rural e o urbano”, explicou o criador à agência Lusa.

“Online Distortion/ Border Line(s)” é, assim, segundo Pedro Sousa Loureiro, um trabalho que resulta das vivências que teve na capital Erevã e nas localidades rurais de Byurakan e Talin às quais juntou também o regresso a Portugal e a experiência que se seguiu com a eclosão da pandemia de covid-19.

Neste espetáculo, Pedro Sousa Loureiro relaciona aquelas questões com a obra da artista plástica norte-americana Cindy Sherman numa tentativa de abordar os conceitos de “feminidade, excentricidade e insólito”, questionando ainda se a realidade “é resultado da perceção ou da distorção”, acrescentou o artista à Lusa.

A ideia é que “o espectador seja convocado entre a ação teatral, a projeção em tempo real, que acontece ao mesmo tempo, e as videoinstalações que funcionam como premonições de situações que acontecerão a seguir”, explicou Pedro Sousa Loureiro.

“Online Distortion/Border Line(s)” resulta, assim, numa “narrativa não linear” ao dar a parecer ao espectador que os artistas estão sempre em “três realidades diferentes”. “Uma realidade de Arménia, uma realidade do aqui e uma realidade de uma busca de um futuro.

“Queres dar um salto quântico, ou ouvir tecno numa caravela à vela e andar a descobrir países?”, é uma das perguntas que os artistas lançam no espetáculo e que, segundo Pedro Sousa Loureiro, define o espetáculo que criou e dirige.

A peça, com criação musical e espaço sonoro de Francisco Barahona, conta ainda com filmagens e projeção em tempo real, que ampliam o tamanho dos corpos dos ‘performers’ e criarão uma diferença de escala.

A ideia é explorar os limites físicos e psicológicos, as disfunções e os contrastes, as diferentes relações hierárquicas e as lutas de egos, frisou Pedro Sousa Loureiro.

Interpretam “Online Distortion/Border Line(s)” Joana Cotrim, Marta Barahona Abreu, Pedro Sousa Loureiro e Susana Blazer.

O espetáculo é uma produção do coletivo Os Pato Bravo, em coprodução com o Teatro Viriato.

O espetáculo está em cena dias 16 e 17, no Teatro Viriato, e de 21 de julho a 01 de agosto será representado em Lisboa, na Casa do Capitão, Hub Criativo do Beato.

CP // TDI

By Impala News / Lusa

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