Universidade Lusófona de Cabo Verde anuncia acordo com professores por salários em atraso

A Universidade Lusófona de Cabo Verde assegurou hoje ter chegado a acordo com mais de metade dos professores para o pagamento dos salários em atraso, que levaram a suspensão das aulas e congelamento de notas. 

Universidade Lusófona de Cabo Verde anuncia acordo com professores por salários em atraso

Universidade Lusófona de Cabo Verde anuncia acordo com professores por salários em atraso

A Universidade Lusófona de Cabo Verde assegurou hoje ter chegado a acordo com mais de metade dos professores para o pagamento dos salários em atraso, que levaram a suspensão das aulas e congelamento de notas. 

“Neste momento, apesar da crise pandémica, apesar de não termos tido rendimento suficiente, encontramos uma solução para os acordos que foram necessários fazer com os professores”, disse o reitor da Universidade Lusófona, Luís Colaço, em declarações à Rádio de Cabo Verde. 

Segundo o responsável, o acordo foi alcançado com 40 dos 70 docentes da instituição, para a retoma das aulas na próxima segunda-feira, depois de suspensas desde agosto último.

Esta semana, durante uma visita a São Vicente, o secretário de Estado Adjunto para a Educação, Amadeu Cruz, mostrou-se preocupado com a situação desse estabelecimento de ensino superior e disse que o trabalho está a ser feito no sentido de defender os interesses dos estudantes.

“Não posso deixar de dizer que a Universidade Lusófona é motivo de algumas preocupações. A agência reguladora está a acompanhar. Do lado do Gabinete do Ensino Superior haverá contactos com a entidade instituidora da universidade e haveremos de chegar a conclusões em defesa dos direitos dos estudantes, em primeiro lugar, porque eles não podem ser penalizados. E transmitimos isso claramente aos responsáveis da Universidade Lusófona aqui em São Vicente. E esperamos ter sido claros com os responsáveis, no sentido que têm que tomar medidas de contingência para ultrapassar esta situação desagradável que temos”, disse o governante, em entrevista à Rádio Morabeza e citado pelo Expresso das Ilhas.

Amadeu Cruz disse ainda que o Governo está em contactos com a universidade, para encontrar planos para retoma da normalidade do funcionamento, ultrapassar as dificuldades e conseguir estabilidade suficiente para garantir a conclusão dos ciclos de estudo.

“Mas garante igualmente a sustentabilidade e a durabilidade desta instituição. É nisto que estamos a trabalhar”, afirmou.

Também em declarações à Rádio Morabeza, a assessora da Administração da Universidade Lusófona de Cabo Verde, Lenilda Brito, disse que os valores em dúvida para com cada docente são diferentes, pelo que a ideia é estabelecer acordos individuais para resolver caso a caso.

Para os professores cujo valor em dívida é maior, disse que a proposta da universidade é o pagamento imediato de 20% do montante, e os restantes valores em 24 prestações, enquanto os docentes com valores em dívida mais baixo, o estabelecimento está a tentar proceder à liquidação na totalidade.

Criada em 2007, a Universidade Lusófona de Cabo Verde pertence ao Grupo Lusófona, o maior grupo de ensino em língua Portuguesa, surgido há mais de 20 anos e com cerca de 45.000 alunos.

O grupo integra no seu todo 11 instituições de ensino superior em Portugal, seis Instituições Universitárias noutros países de língua Portuguesa, nomeadamente na Guiné-Bissau, em Moçambique e no Brasil, para além de 14 escolas não superiores em Portugal.

A Universidade Lusófona de Cabo Verde Baltasar Lopes da Silva está sediada na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, oferecendo cursos como Ciências da Comunicação, Contabilidade, Administração e Auditoria, Design, Direito, Engenharia Informática, Gestão de Empresas Turísticas e Hoteleiras, Gestão de Empresas, Psicologia, Serviço Social e Urbanismo e Ordenamento do Território.

RIPE // PJA

By Impala News / Lusa

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