UE/Presidência: Missão da UE na cimeira G7 é “apoiar agenda para a ação global”

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus afirmou hoje que a “missão” da União Europeia (UE) para a cimeira do G7, que decorre entre 11 e 13 de junho, é a de “apoiar uma agenda para a ação global”.

UE/Presidência: Missão da UE na cimeira G7 é

UE/Presidência: Missão da UE na cimeira G7 é “apoiar agenda para a ação global”

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus afirmou hoje que a “missão” da União Europeia (UE) para a cimeira do G7, que decorre entre 11 e 13 de junho, é a de “apoiar uma agenda para a ação global”.

“A missão geral da UE para o encontro é clara: apoiar uma agenda para a ação global, baseada num empenho claro relativamente à cooperação internacional, num empenho claro relativamente ao multilateralismo e a uma ordem internacional aberta, resiliente e baseada em regras”, apontou a secretária de Estado dos Assuntos Europeus.

Ana Paula Zacarias falava num debate da sessão plenária do Parlamento Europeu (PE) sobre a cimeira G7, que decorre na Cornualha, Reino Unido, e que irá juntar os líderes dos Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão, e União Europeia (UE).

Abordando os diferentes pontos onde a “agenda para a ação global” se deve centrar, Ana Paula Zacarias começou por referir a atual pandemia de covid-19, que precisa de “cooperação global para conseguir ser ultrapassada”, indicando que, em termos multilaterais, “precisa de ser feito mais”.

“A presidente [da Comissão Europeia] Von der Leyen explicou claramente o que estamos a fazer em termos de exportações e de apoio à produção de vacinas, mas precisa de ser feito mais, é necessária uma resposta multilateral mais forte”, sublinhou a secretária de Estado, instando “as economias avançadas do G7” a também “partilharem doses de vacinas através da iniciativa COVAX”.

Indicando que a “solidariedade” continua a ser a “chave” para “lidar com os efeitos económicos da pandemia”, Ana Paula Zacarias apelou ao “trabalho conjunto para lutar contra a fome e a pobreza no mundo”, e referiu-se à “nova alocação geral de Direitos Especiais de Saque, que não tem precedentes em termos de tamanho, e que está a ser preparada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)”.

“Os Estados-membros da UE apoiaram esta iniciativa e estão a discutir a melhor maneira de canalizar estes recursos para os países mais vulneráveis”, precisou a responsável.

No que se refere à preparação do mundo para uma “próxima pandemia”, Ana Paula Zacarias abordou a Cimeira Mundial da Saúde, que decorreu em 21 de maio em Roma, qualificando o número de iniciativas lançadas durante essa ocasião — entre as quais a criação de um “tratado internacional sobre pandemias” — de “oportunidade que não deve ser perdida”.

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus abordou ainda a luta contra as alterações climáticas e as duas principais conferências sobre o tema que irão ter lugar este ano: a COP26 sobre o Clima, que decorrerá em Glasgow em novembro, e a COP15 sobre a Biodiversidade, que terá lugar em Kunming, na China, em outubro.

“O sucesso da COP26 irá depender do nível de ambição de todas as partes. A UE já submeteu as suas CDN ambiciosas [metas nacionais climáticas]. Seria importante o G7 mostrar um nível igual de ambição e de liderança, com compromissos claros”, salientou a responsável.

Destacando ainda o compromisso alcançado pelos ministros das Finanças dos G7 relativo a uma taxa mínima de IRC de 15% para as multinacionais, Ana Paula Zacarias “saudou” o acordo, e mostrou-se esperançosa de que este possa criar as bases “para trabalho futuro”, tanto no quadro do G20, como da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

TEYA/ACC (BM)// ANP

By Impala News / Lusa

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