UE/Presidência: Manuel Heitor destaca sistema informativo sobre investigadores

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, destacou hoje a necessidade de criar um sistema que reúna informação sobre os investigadores europeus, recrutamento e padrões de mobilidade e de desenvolvimento de carreiras.

UE/Presidência: Manuel Heitor destaca sistema informativo sobre investigadores

UE/Presidência: Manuel Heitor destaca sistema informativo sobre investigadores

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, destacou hoje a necessidade de criar um sistema que reúna informação sobre os investigadores europeus, recrutamento e padrões de mobilidade e de desenvolvimento de carreiras.

Segundo Manuel Heitor, que falava em conferência de imprensa conjunta com a comissária europeia Mariya Gabriel (Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude) e o ministro para a Educação e Investigação da Alemanha, Thomas Rachel, este foi um dos aspetos mais focados na reunião informal de hoje com os seus homólogos dos 27 Estados-membros.

O ministro considera que existe uma necessidade “absoluta” de colecionar dados sobre o conjunto de investigadores, os seus padrões de mobilidade, “quer de fora da Europa para a Europa, quer dentro da própria Europa”, e os padrões do desenvolvimento de carreiras.

Para tal, deve existir um “esforço coletivo” entre a Comissão Europeia e as agências nacionais, apontou.

Outra questão que esteve em cima da mesa foi o início da discussão sobre a necessidade de rever o código de conduta para o recrutamento de investigadores.

Este aspeto, “bastante consensual”, nas palavras de Manuel Heitor, tem por base o código para a conduta do investigador na Europa que foi introduzido em 2009 pela Comissão Europeia, o qual o ministro pretende rever “no prazo de um ano” a par com os restantes países da União Europeia (UE).

Face à crescente discussão nos últimos anos em torno desta matéria, o ministro português defende que, “em termos daquilo que é a estratégia de uma ciência aberta”, o recrutamento “não deve estar limitado à utilização de indicadores quantitativos e deve ter em consideração princípios de investigação colaborativa e de partilha de informação”.

O terceiro aspeto apontado por Manuel Heitor foi o “reforço das alianças entre as universidades europeias” no âmbito do programa Erasmus+.

Para o ministro, as instituições de ensino superior europeias devem ser “cada vez mais demonstradores de boas práticas”, inclusive de recrutamento, e, por isso, pretende que os padrões de mobilidade sejam “complementados” com formas de recrutamento conjunto entre diferentes instituições, no contexto das chamadas redes de universidades europeias.

Por fim, Manuel Heitor abordou a adoção da nova taxonomia europeia para o financiamento sustentável das empresas, “um aspeto que deverá ser particularmente importante para a Europa no futuro”.

Esse financiamento deverá ser feito “de uma forma que possa estar associado ao reforço do desenvolvimento de carreiras de investigação dentro das empresas e pelas empresas, assim como ao reforço do investimento das empresas em investigação e desenvolvimento”, concluiu.

A reunião contou ainda com a presença de peritos da Direção-Geral de Investigação, de outras direções-gerais da Comissão Europeia, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), do presidente do Conselho Europeu de Investigação, de investigadores e dirigentes de empresas, dos líderes de fundações privadas na Europa – nomeadamente a Fundação La Caixa, a Fundação Gulbenkian e a Fundação Volkswagen -, e do diretor do Centro Europeu de Fundações Privadas.

JAYG // AMG

By Impala News / Lusa

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