UE mobiliza um milhão de euros para combater praga de gafanhotos em África

A Comissão Europeia vai disponibilizar um milhão de euros para combater o surto de gafanhotos na África Oriental e garantir meios de subsistência, naquela que é a maior praga no continente africano dos últimos 25 anos.

UE mobiliza um milhão de euros para combater praga de gafanhotos em África

UE mobiliza um milhão de euros para combater praga de gafanhotos em África

A Comissão Europeia vai disponibilizar um milhão de euros para combater o surto de gafanhotos na África Oriental e garantir meios de subsistência, naquela que é a maior praga no continente africano dos últimos 25 anos.

Em comunicado, o executivo comunitário dá conta que “a UE alocou um montante inicial de um milhão de euros em financiamento de emergência para apoiar os esforços internacionais para combater o surto de gafanhotos no deserto que está a causar estragos no leste de África”.

A Comissão Europeia explica que esta é uma “resposta imediata à necessidade urgente de reforçar as medidas de controlo para conter o surto de gafanhotos e proteger os meios de subsistência rurais, especialmente os que estão nas zonas mais ameaçadas pela falta de alimentos”.

Citado pela nota de imprensa, o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, aponta que esta verba “ajudará os pastores e agricultores das áreas afetadas, que correm o risco de perder os seus meios de subsistência”.

“É necessária uma ação rápida”, destaca Janez Lenarcic, reconhecendo que esta praga de gafanhotos tem “um impacto humanitário real, destruindo plantações e pastagens”.

Há uma semana, a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu à comunidade internacional “mais fundos” financeiros para apoiar de “imediato os países afetados” pela maior praga de gafanhotos no continente africano nos últimos 25 anos.

A praga de gafanhotos que atinge o Corno de África foi declarada “emergência nacional” na Somália, onde estes insetos têm devastado o aprovisionamento alimentar de uma das regiões mais pobres do mundo, anunciou no início de fevereiro o Ministério da Agricultura do país.

A Somália foi o primeiro país da região a mobilizar-se para combater a praga de gafanhotos, cujo surgimento, segundo os especialistas, se deve às variações climáticas extremas.

Nuvens espessas de gafanhotos famintos têm-se espalhado da Etiópia e Somália para o Quénia, onde a agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura estimou no final de janeiro que apenas uma dessas nuvens cobriria uma área de 2.400 quilómetros quadrados, o tamanho do Luxemburgo.

Entretanto, milhões de gafanhotos que atingem parte do Quénia, na pior praga dos últimos 70 anos, estão a ser combatidos por aviões que lançam pesticidas, o único meio efetivo de controlo, segundo os especialistas.

Trata-se de um trabalho desafiante, especialmente em partes remotas do Quénia, onde não existe rede de telemóvel e as equipas em terra não conseguem comunicar facilmente coordenadas ao pessoal de voo.

Cinco aviões estão atualmente a dispersar ‘spray’ no Quénia e outras autoridades estão a tentar impedir os gafanhotos de se espalharem aos vizinhos Uganda e Sudão do Sul.

Especialistas avisaram que sem controlo, o número de gafanhotos pode crescer 500 vezes até junho, quando o tempo mais seco poderá ajudar a controlar o surto.

ANE (AFE) // JH

By Impala News / Lusa

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