Três homens em prisão preventiva por crimes de violência doméstica em Tomar

Três homens em prisão preventiva por crimes de violência doméstica em Tomar

Três homens da zona de Tomar aguardam julgamento em prisão preventiva por violência doméstica, um por agressão, injúrias e ameaças de morte à ex-companheira, outro por agressões violentas ao pai e à irmã e outro por maus tratos à mãe.

Em comunicado, a Procuradoria da Comarca de Santarém afirma que os inquéritos relativos a estes casos foram finalizados durante os meses de abril e maio pela secção especializada em violência doméstica do Departamento de Investigação e Ação Penal de Tomar.

Um dos processos remetidos para julgamento no Tribunal de Tomar refere-se a um homem acusado pela prática de um crime de violência doméstica, cometido entre abril de 2017 e janeiro de 2018 contra a pessoa com quem namorou e viveu maritalmente alguns meses do ano de 2016.

“Durante a relação amorosa com a sua namorada, agrediu-a, injuriou-a e ameaçou-a de morte em diversas situações. Finda a relação, o arguido perseguiu-a constantemente até ao trabalho e noutros locais da cidade de Tomar, tendo agredido rapazes com quem esta falasse e obrigado a revelar todo o conteúdo do telemóvel e das conversas nas redes sociais, para que confirmasse que ela não falava com outros indivíduos”, afirma o Ministério Público (MP).

Noutro processo, a julgar no Juízo Central Criminal de Santarém, o arguido, com um histórico de alcoolismo e consumo de drogas, é acusado de um crime de violência doméstica agravado, cometido sobre o pai, que agrediu de forma violenta, e de um crime de ofensas à integridade física simples e de ameaça agravada, sobre a irmã, factos ocorridos em 27 de dezembro último.

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O outro arguido, doente com esquizofrenia paranoide e com antecedentes de consumo de álcool e drogas, é acusado de, durante o ano de 2017, “em diversas crises psicóticas”, ter agredido, ameaçado, injuriado e humilhado a mãe, em casa e em lugares públicos, tendo-lhe ainda retirado parte da pensão em várias ocasiões.

A aplicação da medida de coação mais grave, prisão preventiva, tomada pela gravidade e reiteração dos crimes, foi substituída por tratamento em regime de internamento em estabelecimento compatível com a sua patologia, afirma a nota.

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