“Tratado, a Constituição Universal” abre na quinta-feira Festivais Gil Vicente em Guimarães

A peça “Tratado, a Constituição Universal”, de Diogo Freitas, vai abrir, na quinta-feira, os Festivais Gil Vicente, em Guimarães, naquela que será também a estreia absoluta desta peça teatral, centrada numa “visão ousada” da configuração político-social.

“Tratado, a Constituição Universal” abre na quinta-feira Festivais Gil Vicente em Guimarães

A peça “Tratado, a Constituição Universal”, de Diogo Freitas, vai abrir, na quinta-feira, os Festivais Gil Vicente, em Guimarães, naquela que será também a estreia absoluta desta peça teatral, centrada numa “visão ousada” da configuração político-social.

A peça, do encenador Diogo Freitas, com interpretação e texto partilhados por Filipe Gouveia, Genário Neto, Inês Fernandes, Maria Teresa Barbosa e Pedro Barros de Castro, foi apresentada hoje à comunicação social no Grande Auditório Francisca Abreu, no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), onde, na quinta-feira, pelas 21:30, fará a sua estreia ao público.

Em declarações aos jornalistas, após o Ensaio de Imprensa, Diogo Freitas explicou que a peça aborda, nomeadamente, questões políticas, sociais, de humanidade, assim como uma nova organização dos Estados.

“Tratado, a Constituição Universal” é uma coprodução do CCVF, em que se considera que, a cada cinco anos, as pessoas são chamadas a votar num regime político diferente.

O encenador contou que o processo de criação teve a colaboração e a ajuda dos atores, a quem foi pedido, por exemplo, temas, cartas de amor, cartas de despedida, que nunca tivessem sido divulgadas e, no fim, depois de junto e analisado, serviram de transformação e de orientação para o enredo.

A peça questiona a sociedade, a humanidade e os sistemas políticos que, ao longo dos tempos, têm falhado e cometido erros, incluindo a Democracia, e que não têm conseguido encontrar soluções e respostas para muitas questões hoje debatidas, como a guerra, o fascismo, o racismo ou a xenofobia.

Diogo Freitas declarou que o espetáculo teatral trata questões muito concretas, revelando que a Guerra na Ucrânia também influenciou o processo de criação da peça, que aborda ainda as típicas cimeiras de paz ou as sanções aplicadas pelos países, que, na prática, depois resultam em “nada”.

Um dos momentos altos da peça, que tem perto de hora e meia de duração (c.1:25), e que recorre a alguma tecnologia, intitula-se “Hitler invade a Polónia” e é, segundo o encenador, “muito forte e difícil de digerir”.

Para os atores, Genário Neto, Maria Teresa Barbosa, Inês Fernandes e Pedro Barros de Castro, estrear a peça nos Festivais de Gil Vicente é “uma responsabilidade”, mas é algo a que já estão habituados.

Para Pedro Barros de Castro é um pouco diferente, pois o ator é natural de Guimarães, considerando ser também “uma honra” abrir os Festivais Gil Vicente.

Os Festivais Gil Vicente realizam-se entre 02 e 11 de junho, em Guimarães, distrito de Braga, com duas estreias, centrados na nova geração de atores de teatro e questionando temas fraturantes da sociedade.

A 34.ª edição dos Festivais Gil Vicente abre pelas 21:30 de quinta-feira com a estreia de “Tratado, a Constituição Universal”, no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), que recebe, no dia seguinte, a peça “Massa Mãe”, de Sara Inês Gigante, outra estreia.

A primeira semana dos Festivais Gil Vicente encerra na noite de 04 de junho com “Limbo”, de Victor de Oliveira, encenador moçambicano radicado em França, que, nesta peça, aborda questões e preconceitos raciais e o colonialismo, tentando perceber “que lugar ocupam, atualmente, os afrodescendentes nas antigas potências colonizadoras europeias”.

O espetáculo “Ainda Marianas”, de Catarina Rôlo Salgueiro e Leonor Buescu, que tem como ponto de partida as “Novas Cartas Portuguesas”, encerra os Festivais de Gil Vicente, na noite de 11 de junho.

JGS // MAG

By Impala News / Lusa

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