Transição energética é imperativo moral e guerra na Ucrânia não a pode travar

O primeiro-ministro considerou hoje que a transição energética é compatível com o crescimento económico, mas é principalmente um imperativo moral em relação às gerações futuras que não pode ser travado por causa da guerra na Ucrânia.

Transição energética é imperativo moral e guerra na Ucrânia não a pode travar

Transição energética é imperativo moral e guerra na Ucrânia não a pode travar

O primeiro-ministro considerou hoje que a transição energética é compatível com o crescimento económico, mas é principalmente um imperativo moral em relação às gerações futuras que não pode ser travado por causa da guerra na Ucrânia.

 Esta mensagem foi transmitida por António Costa no discurso que proferiu na sessão plenária da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27), que decorre em Sharm el-Sheikh, no Egito, até ao próximo dia 18.

“Acreditamos que a transição energética justa pode ser sinónimo de crescimento e prosperidade económica. Mas é acima de tudo um imperativo moral: Como líderes [políticos] devemo-la às nossas populações, ao resto do mundo e às gerações futuras”, sustentou o líder do executivo português.

Na sua intervenção, António Costa começou por salientar que “a ciência é clara” e a emergência climática “é já uma crise que afeta o mundo” no presente, deixando depois uma advertência: “O drama da guerra na Ucrânia não nos pode desviar da urgência da resposta aos desafios das alterações climáticas”.

“Na verdade, as consequências desta guerra têm demonstrado quão necessário é acelerar a transição energética e diminuir a dependência dos combustíveis fósseis. Todos somos afetados pela dramática escalada de preços na energia decorrente desta guerra, deixando milhões em situação de pobreza energética”, apontou.

O primeiro-ministro falou neste contexto no caso de Portugal, “que há mais de 15 anos iniciou a aposta nas energias renováveis” e “é um exemplo de como investir cedo na transição garante menor dependência e maior segurança do ponto de vista energético”.

“Não podemos recuar nos nossos compromissos. Importa que saiamos de Sharm el-Sheikh com uma visão clara e que nos permita obter resultados das questões da mitigação ao financiamento, passando pela adaptação e revisão das contribuições nacionais. Este esforço tem de ser liderado pelos países desenvolvidos e pelos países grandes emissores”, acentuou.

No seu discurso perante o plenário da COP27, António Costa voltou a referir que o Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, é um fator de esperança por retomar as políticas ambientais de proteção da floresta da Amazónia.

No plano político, o primeiro-ministro insistiu que “o diálogo multilateral é fundamental para atingir os objetivos do Acordo de Paris e encontrar as respostas para fazer face aos desafios globais”.

Juntos, podemos caminhar rumo a sociedades neutras em carbono. Sociedades resilientes aos impactos das alterações climáticas. Sociedades que gerem de forma eficiente, circular e sustentável os seus recursos, sociedades movidas por energias renováveis e apoiadas num princípio de transição justa. É esta a sociedade que Portugal deseja construir”, acrescentou.

 

PMF // ACL

 

By Impala News / Lusa

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