Tragédia do Meco | Estado português condenado a pagar indemnização a família de uma das vítimas

O pai de Tiago Santos recorreu ao TEDH depois dos tribunais portugueses terem decidido arquivar o caso com a alegação de que não foi cometido qualquer crime naquela noite.

Tragédia do Meco | Estado português condenado a pagar indemnização a família de uma das vítimas

Tragédia do Meco | Estado português condenado a pagar indemnização a família de uma das vítimas

O pai de Tiago Santos recorreu ao TEDH depois dos tribunais portugueses terem decidido arquivar o caso com a alegação de que não foi cometido qualquer crime naquela noite.

Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) considerou que a investigação à tragédia ocorrida na praia do Meco, a 15 de dezembro de 2013, onde morreram seis alunos da Universidade Lusófona, não respeitou as regras da Convenção Europeia e foi ‘ineficaz’.

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De acordo com o Jornal de Notícias, que cita o TEDH, a investigação começou demasiado tarde, não assegurando a integridade das provas nem tão pouco tendo o cuidado de garantir a recolha imediata de vários testemunhos importantes.

Assim, o Tribunal condenou o Estado português ao pagamento de uma indemnização de 13 mil euros a José Carlos Soares Campos, pai de Tiago Santos, jovem de 21 anos que foi arrastado por uma onda no areal da praia do Meco quando estava a ser praxado. O pai de Tiago Santos recorreu ao TEDH depois dos tribunais portugueses terem decidido arquivar o caso com a alegação de que não foi cometido qualquer crime naquela noite.

Tragédia do Meco foi há seis anos

No dia 15 de dezembro de 2013, na praia do Meco, em Sesimbra, seis jovens universitários foram levados pelo mar. CatarinaCarinaJoanaAndreiaPedro e Tiago morreram há seis anos. João Miguel Gouveia, à época estudante e dux na Universidade Lusófona, que integrava o grupo de estudantes, foi o único sobrevivente.

Segundo João Gouveia, o grupo de sete jovens, que estava a passar o fim de semana numa casa alugada na localidade de Aiana de Cima, no âmbito das atividades da comissão de praxes da Lusófona, terá sido arrastado por uma onda quando se encontrava na praia do Meco. Foram precisos mais de quinze dias para que todos os corpos fossem recuperados – o último apareceu no dia 26 de dezembro.

Texto: Joana Ferreira com Lusa

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