Trabalho de investigadora da Fundação Champalimaud reconhecido por prémio internacional

A investigadora Ana Filipa Cardoso da Fundação Champalimaud foi reconhecida por um prémio internacional da área de neurobiologia por um trabalho que abre caminho a “novas abordagens no combate à obesidade”, indica um comunicado da instituição divulgado hoje.

Trabalho de investigadora da Fundação Champalimaud reconhecido por prémio internacional

Trabalho de investigadora da Fundação Champalimaud reconhecido por prémio internacional

A investigadora Ana Filipa Cardoso da Fundação Champalimaud foi reconhecida por um prémio internacional da área de neurobiologia por um trabalho que abre caminho a “novas abordagens no combate à obesidade”, indica um comunicado da instituição divulgado hoje.

Ana Filipa Cardoso é finalista da edição de 2022 do prémio Eppendorf & Science Prize — Neurobiologia, que atribui anualmente 25 mil dólares (25,3 mil euros) a jovens cientistas que contribuem para a compreensão do cérebro e do sistema nervoso.

No âmbito do seu doutoramento, a investigadora estudou o papel das interações neuroimunes no metabolismo e o seu ensaio será publicado na revista Science, a 04 de novembro, juntamente com os textos do outro finalista e do vencedor do grande prémio, refere a nota.

O seu estudo em ratinhos revela como os sinais do cérebro queimam gordura “visceral” (da barriga) e que o comando para que isso aconteça surge do “hipotálamo, que controla muitas funções corporais críticas, desde a fome e a sede até à temperatura corporal e ao sono”.

“O excesso de gordura visceral é a forma mais perigosa de obesidade”, tendo sido “associado a vários tipos de cancro e a doenças cardiovasculares”.

O trabalho de Ana Filipa Cardoso permite “uma maior compreensão sobre os mecanismos naturais do cérebro-corpo” que reduzem aquele tipo de gordura, proporcionando “potenciais abordagens terapêuticas para a manipulação artificial” do circuito de queima, adianta o comunicado.

Ana Filipa Cardoso, licenciada em Bioquímica e mestre em Ciências da Saúde, trabalha agora na empresa biofarmacêutica LiMM Therapeutics, sediada na Fundação Champalimaud, “para traduzir esta investigação em aplicações clínicas e combater a crescente prevalência da obesidade e de doenças relacionadas”.

PAL // ZO

By Impala News / Lusa

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