Teatro São João assinala fim do centenário com conversas, entrevistas e espetáculos

O Teatro Nacional São João, no Porto, vai assinalar o fim das comemorações do centenário do edifício-sede com iniciativas ‘online’, entre as quais a estreia de “À Espera de Godot” do encenador Gábor Tompa, divulgou hoje aquela instituição cultural.

Teatro São João assinala fim do centenário com conversas, entrevistas e espetáculos

Teatro São João assinala fim do centenário com conversas, entrevistas e espetáculos

O Teatro Nacional São João, no Porto, vai assinalar o fim das comemorações do centenário do edifício-sede com iniciativas ‘online’, entre as quais a estreia de “À Espera de Godot” do encenador Gábor Tompa, divulgou hoje aquela instituição cultural.

O espetáculo “À Espera de Godot” é uma tragicomédia em dois atos onde “nada acontece duas vezes”, como lembra o Teatro Nacional São João (TNSJ) em comunicado.

A instituição conta ter lançado um desafio ao encenador multipremiado Gábor Tompa, que revisita o clássico de Samuel Beckett “como um maestro que recria, com músicos diferentes, uma estrutura musical de uma assombrosa precisão”.

“Queria expandir um pouco a peça e ter uma canção portuguesa […]. Há tantos milagres a acontecer ao nosso redor e a que não prestamos atenção: uma árvore que reverdece, a forma como a música e a arte tocam as pessoas”, conta o encenador, citado no comunicado do TNSJ.

A estreia está marcada para as 19:00 de domingo com transmissão em direto realizada por Luís Porto.

A peça junta atores que fazem parte do elenco “quase” residente do TNSJ.

Antes, às 12:00, é possível assistir a uma entrevista a Gábor Tompa nos canais digitais do TNSJ.

Esta produção própria é uma das iniciativas de um programa virtual de dois dias que arranca sábado às 18:00, com uma conversa sobre o espetáculo “Exatamente Antunes” e termina domingo às 22:00 com “O Balcão”, espetáculo encenado pelo diretor artístico do TNSJ, Nuno Cardoso.

“A 07 de março [domingo] assinalamos simbolicamente o fim do centenário do Teatro São João, mas o centenário não acaba aqui. Uma efeméride é um jogo sem fronteiras: até ao final de 2021 haverá ainda uma exposição, um colóquio internacional e alguns volumes dos Cadernos do Centenário”, descreve o TNSJ.

A instituição — que soma ao TNSJ, o Teatro Carlos Alberto (TeCA) e o Mosteiro de São Bento da Vitória — convida, ainda, os interessados a instalarem-se na “sala virtual” e a sintonizarem a RTP 2, que, no sábado, às 22:00, transmite “Exatamente Antunes”, de Jacinto Lucas Pires.

A peça parte do romance “Nome de Guerra”, de Almada Negreiros, e tem como encenadores Cristina Carvalhal e Nuno Carinhas, bem como realização de Pedro Filipe Marques.

“Debatemos, perguntamos, visitamos, repomos, estreamos. Mas calma, ainda não é o fim nem o princípio. O teatro começa todos os dias e todas as noites. Continuamos juntos por mais 200 anos?”, desafia o TNSJ.

O programa de conversas, entrevistas, documentários e espetáculos inclui um convite para uma visita guiada ao TNSJ através de um documentário de Luís Porto que dá a conhecer o edifício centenário, no domingo às 08:00.

No mesmo dia segue-se a apresentação digital de “Válvula”, às 10:00, uma criação de António Jorge Gonçalves e Flávio Almada que se “situa algures entre a conferência e o concerto, articulando palavras, desenhos e canções”.

Às 16:00 são “servidas” três ceias natalícias, através das quais vão ser conhecidas as vidas de três casais disfuncionais em “Comédia de Bastidores”, de Alan Ayckbourn, com encenação de João Cardoso e Nuno Carinhas.

Os bilhetes para os espetáculos têm o valor de dois euros.

PFT // TDI

By Impala News / Lusa

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