Teatro LU.CA em Lisboa arranca 2020 com ciclo dedicado ao planeta Terra

O LU.CA — Teatro Luís de Camões, em Lisboa, inicia 2020 com um ciclo dedicado ao planeta Terra, que inclui uma exposição de obras feitas a partir de lixo, debates, passeios a jardins, oficinas, cinema e leituras encenadas.

Teatro LU.CA em Lisboa arranca 2020 com ciclo dedicado ao planeta Terra

Teatro LU.CA em Lisboa arranca 2020 com ciclo dedicado ao planeta Terra

O LU.CA — Teatro Luís de Camões, em Lisboa, inicia 2020 com um ciclo dedicado ao planeta Terra, que inclui uma exposição de obras feitas a partir de lixo, debates, passeios a jardins, oficinas, cinema e leituras encenadas.

O ciclo “+Azul”, que arranca na sexta-feira, servirá, “através de diferentes formatos, para alertar para algumas questões que são urgentes, comuns a todos e estão na ordem do dia”, referiu a diretora artística do LU.CA, Susana Menezes, em declarações à Lusa.

Além disso, é uma forma de o primeiro teatro municipal em Portugal, com uma programação exclusivamente dedicada a crianças e jovens, se ligar à programação de Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

“Considerando que a água é uma questão tão, tão importante quando falamos de crise climática, achámos que fazer um ciclo dedicado ao planeta Terra e chamar-lhe ‘+Azul’ era muito apropriado para nos juntarmos a este programa mais verde”, afirmou Susana Menezes.

Através do “+Azul”, a diretora artística do LU.CA quis “criar uma espécie de alerta muito concreto, com questões muito concretas” que ajudasse as crianças e jovens “a pensar, a mudar comportamentos e também a influenciar os adultos”.

Assim, o teatro desafiou pessoas de várias áreas, “desde artistas que trabalham mais as artes plásticas até atores, passando por, por exemplo, um engenheiro que trata de catástrofes ligadas à água, biólogos marinhos e pessoas que estão ligadas a questões do ativismo”.

O ciclo começa na sexta-feira, dia em que arrancam oficialmente as iniciativas de Lisboa Capital Verde Europeia 2020, com a inauguração da exposição “Bonecos Salgados”, do ‘artivista’ Ricardo Nicolau, “que se dedica a procurar na praia e entre as rochas, no Norte do país, plásticos que ficam perdidos no mar e na areia, e com eles faz criações artísticas”.

A mostra, que estará patente no entrepiso do LU.CA até ao final do ciclo, a 02 de fevereiro, tem entrada livre.

Susana Menezes fala no trabalho de Ricardo Nicolau como algo “muitíssimo inspirador”, por se tratar de “esculturas feitas com lixo”. “O que é deitado fora e tem tanta dificuldade em ser reciclado é matéria prima para o Ricardo”, salientou.

Além das obras que estarão expostas no interior do teatro, Ricardo Nicolau criou três bancos, todos feitos em material reciclado, que serão colocados à porta do edifício da Calçada da Ajuda.

O ciclo inclui também duas visitas-passeio, uma atividade construída em conjunto com a Associação Natureza Portugal (ANP)| World Wildlife Fund for Nature (ANP) Portugal, a jardins vizinhos do LU.CA.

No dia 12 de janeiro a visita, “que será comentada e na qual se pretende descobrir as espécies próprias e a biodiversidade de cada um locais”, será ao Jardim Botânico Tropical e no dia 19 ao Jardim Botânico da Ajuda.

Para os dias 15, 16 e 17 de janeiro estão agendados os debates, “conduzidos por três especialistas [Rui Barreira, Afonso do Ó e Rita Sá] que vão promover conversas ativadas a partir de filmes que relatam o estado das florestas, da água doce e dos oceanos”.

No “+Azul” haverá também uma oficina: Pequenos Ictiologistas.

Um ictologista, “uma palavra estranha, quase ‘escaganifobética’, é um investigador que estuda os peixes”. “E, por isso, [nos dias 18 e 19 de janeiro] vamos ter aqui os peixes para serem estudados, observados e fixados”, adiantou Susana Menezes.

O ciclo inclui igualmente sessões de leituras encenadas, a partir de livros da Biblioteca do Público, que existe em permanência no entrepiso do LU.CA, terão como foco obras “que tratam estas matérias da Natureza”. “Do equilíbrio com a Natureza, do facto de a própria Natureza fazer parte de cada um de nós e de nós sermos chamados a atuar quando esta Natureza se coloca em risco”, referiu Susana Menezes.

O cinema marca presença neste ciclo através de duas sessões, nos dias 11 e 12 de janeiro, de curtas-metragens “dedicadas a ‘Ideias para um Planeta Feliz'”.

Embora o LU.CA seja um teatro dedicado a crianças e jovens, o ciclo “+Azul” inclui uma sessão de formação para adultos (professores e educadores), nos dias 15, 16 e 17 de janeiro. Trata-se da oficina Plasticus Maritimus, a cargo de Ana Pêgo, na qual haverá uma “aproximação à questão da consciencialização, sensibilização e mobilização para esta espécie de plásticos que invade os oceanos”.

Algumas atividades do ciclo “+Azul” são pagas, com o preço dos bilhetes a variarem entre um e três euros, e várias exigem inscrição prévia, através do ‘email’: bilheteira@lucateatroluisdecamoes.pt. A sessão de formação para adultos tem um preço de 20 euros.

Mais informações sobre o ciclo “+Azul” estão disponíveis no ‘site’ do teatro (https://lucateatroluisdecamoes.pt/).

JRS // MAG

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS