TAP cancela voo para Caracas por questões de segurança

Tap cancela voo para Caracas por questões de segurança. Ataque a tripulação espanhola na base da decisão. Empresa permite trocar data do voo até 31 de Março gratuitamente.

TAP cancela voo para Caracas por questões de segurança

TAP cancela voo para Caracas por questões de segurança

Tap cancela voo para Caracas por questões de segurança. Ataque a tripulação espanhola na base da decisão. Empresa permite trocar data do voo até 31 de Março gratuitamente.

A TAP decidiu cancelar o voo desta terça-feira, 12 de março, para Caracas, Venezuela, devido a questões de segurança. A ligação entre Lisboa e a capital venezuelana – voo TP 173 – devia partir às 12h50 minutos do aeroporto da Portela.

Segundo o Público, a decisão foi tomada por a companhia aérea portuguesa considerar «que não estão reunidas as condições operacionais no aeroporto» de Caracas. Deste modo, a situação vai ser analisada para que se decida se o voo de sábado terá lugar. Os passageiros que já tenham adquiridos bilhetes podem alterar a data dos mesmos «para viajar até 31 de março» de forma gratuita.

A decisão da TAP surgiu depois de uma tripulação da companhia aérea espanhola Air Europa ter sido atacada a tiro quando fazia o trajeto entre o aeroporto e um hotel da capital, onde se encontrava a equipa que a iria render. Um grupo de suspeitos que se deslocavam de mota tentaram parar a carrinha em que se deslocava a tripulação. As duas equipas ainda estiveram sequestradas no interior da unidade hoteleira, até a situação ser resolvida e conseguirem chegar ao aeroporto para todos regressarem a Espanha. Os voos da TAP para Caracas são operados pela Euroatlantic, o que significa que tanto os aviões, como as tripulações não são da transportadora portuguesa. Estas equipas também pernoitam em hotéis de Caracas após os voos.

Apesar desta decisão, o site da TAP não alerta diretamente para os problemas que se vivem na Venezuela, mergulhada numa profunda crise economia e social, contrariando as recomendações feitas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português. «Caracas tem uma reputação que tende a afastar quem planeia conhecer um destino da América Latina. O ambiente violento que lhe está associado ofusca as maravilhas que aqui se podem testemunhar. Contudo, se é um viajante aventureiro, parta à descoberta do ritmo frenético caraquenho!», lê-se no site da companhia aérea. «Tendo em conta a questão da segurança, é importante que, quando em Caracas, tenha sempre informação sobre a atração que vai visitar e de que forma vai lá chegar. Não haverá qualquer problema se estiver bem preparado para embarcar nesta aventura!», está ainda escrito.

Maduro prolonga por mais 48 horas a suspensão de atividades laborais e escolares devido ao apagão que afeta o país

Esta segunda-feira, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prolongou por mais 48 horas a suspensão de atividades laborais e escolares devido ao apagão que afeta o país desde quinta-feira e que o governo venezuelano diz ter origem numa «guerra elétrica».

O apagão teve origem numa avaria na central hidroelétrica de El Guri, a principal do país, que afetou ainda dois sistemas secundários e a linha central de transmissão. Em Caracas, a eletricidade está a chegar a vários bairros, mas de forma intermitente. O apagão afetou as comunicações fixas e móveis, os terminais de pagamentos e o acesso à Internet.

A crise política na Venezuela agravou-se a 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente da pepública interino e declarou que assumia os poderes executivos de Maduro. O chefe de estado, no poder desde 2013 denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos EUA.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unido e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres. A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceu Guaidó como presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

Na Venezuela vivem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes.

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