Sustentabilidade do turismo vai além do ambiente e abrange o social – Turismo de Portugal

A sustentabilidade no turismo está ligada a questões ambientais e energéticas, tecnológicas ou sociais e é importante para assegurar que a atividade traz benefícios à vida e residentes de um território, defendeu o presidente do Turismo de Portugal.

Sustentabilidade do turismo vai além do ambiente e abrange o social - Turismo de Portugal

Sustentabilidade do turismo vai além do ambiente e abrange o social – Turismo de Portugal

A sustentabilidade no turismo está ligada a questões ambientais e energéticas, tecnológicas ou sociais e é importante para assegurar que a atividade traz benefícios à vida e residentes de um território, defendeu o presidente do Turismo de Portugal.

Luís Araújo manifestou esta posição ao participar num painel dedicada à sustentabilidade do turismo realizado hoje na Conferência Internacional Inova Algarve 2.0 — Inovação e Turismo, inserida na Algarve Tech Hub Summit, que se prolonga até quinta-feira em Faro e Loulé.

Segundo aquele responsável, a sustentabilidade “é não só essencial à evolução do setor como um todo, mas um fator de atratividade e de competitividade do turismo”, que pode servir de “âncora” ao seu desenvolvimento e permitir que este cresça até “aos 27.000 milhões de euros em 2027”.

O presidente do Turismo de Portugal, que participou no painel de forma remota desde Israel, sinalizou que 2019 encerrou o ano “com 18,4 mil milhões de euros” e que o objetivo passa por “crescer com conta, peso e medida”.

“Foi por isso que colocámos também objetivos muito claros na componente social, que tem a ver com a redução da sazonalidade”, afirmou, argumentando que é também necessário ter em atenção a “qualidade de vida para as populações que vivem no território”.

Nesse sentido, é preciso fazer com que a maioria da população, principalmente nos grandes centros urbanos, reconheça “o setor do turismo como um setor de competitividade” e que este aporta “benefício para as suas vidas pessoais”.

“Do ponto de vista ambiental, o objetivo é muito mais simples na ótica de escrever, mas mais difícil de alcançar, que é termos 90% da atividade turística, desde a hotelaria, alojamento local, rent-a-car e restauração, 90% das empresas a adotar medidas de gestão de eficiência energética, de resíduos e água”, afirmou.

Na mesma ocasião, Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) afirmou que a “sustentabilidade” é uma área onde “há muito para fazer” e onde “as empresas são de facto o veículo para a implementação desse desenvolvimento sustentável”.

Os parâmetros de sustentabilidade das empresas passarão, assim, a ser incluídos na informação disponibilizada pelas empresas, à semelhança dos lucros ou da informação financeira, destacou a mesma fonte, no painel moderado pelo professor da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve João Albino Silva.

Cristina Siza Vieira apontou como exemplo o anúncio da companhia aérea dos Países Baixos KLM, por ocasião dos seus 100 anos, que “prova bem” como, em 2019, a “mais antiga companhia aérea comercial do mundo” já começava a “colaborar ativamente” e “assumir-se como parte fundamental desta revolução tectónica e brutal que é mudar o nosso modelo de produção”.

António Jorge Costa, presidente do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), foi outro dos participantes no painel e também considerou que a sustentabilidade do turismo “pode trazer mais-valias, logo à partida, para os residentes”, assim como para os empresários.

A mesma fonte considerou que as métricas do passado que se reportavam a números de dormidas ou de hóspedes estão agora a dar espaço a outras e o IPDT quis saber o que todas Entidades Regionais de Turismo de Portugal, exceto Lisboa, consideravam importante para se considerarem como um destino turístico de sucesso.

“Na ótica destas entidades, um destino turístico de sucesso gera rendimento para a comunidade local, garante a qualidade de vida da população, valoriza e preserva as identidades, o património, a cultura e as tradições locais e promove um uso sustentável dos ecossistemas e a preservação dos recursos naturais, praticando uma abordagem de economia circular”, enalteceu.

A mesma fonte mostrou-se ainda satisfeita por as “variáveis mais importantes no sucesso de um destino” elencadas pelas entidades regionais consultadas foram “o nível de satisfação dos residentes com o turismo” e a “satisfação dos visitantes com experiência no destino”, que mostram como as questões da sustentabilidade estão no centro da preocupação.

MHC // MAD

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS