Chegou o SOS Vizinho para quem quer ajudar os vizinhos durante a quarentena

Começou em Itália com vários jovens a deixarem recados nos prédios para evitar que mais idosos pudessem ficar infetados com coronavírus. Em portugal o movimento cresceu e nasceu um app. Chama-se SOS Vizinho

Chegou o SOS Vizinho para quem quer ajudar os vizinhos durante a quarentena

Chegou o SOS Vizinho para quem quer ajudar os vizinhos durante a quarentena

Começou em Itália com vários jovens a deixarem recados nos prédios para evitar que mais idosos pudessem ficar infetados com coronavírus. Em portugal o movimento cresceu e nasceu um app. Chama-se SOS Vizinho

Começou em Itália, o país mais afetado da Europa, mas à medida que os portugueses aderiram à quarentena voluntária, centenas de jovens têm-se disponibilizado para ajudar os vizinhos mais idosos, um grupo de risco para o pandemia coronavírus. Desta forma, rapidamente surgiu no nosso país o SOS Vizinho, um projeto que juntou, em menos de 24 horas, meia centena de especialistas de várias áreas e zonas do país, para organizar uma rede de apoio a grupos de risco neste momento de isolamento social. O projeto surgiu online, organizou-se remotamente e lançou-se entre a manhã de sábado e este domingo. Tudo começou a ganhar forma nas redes sociais após um desafio lançado por Henrique Paranhos na sexta feira à noite, lê-se no comunicado.

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O objetivo é ajudar a sinalizar os grupos/doentes de risco de cada região e criar uma rede de distribuição, através de voluntários que se inscrevem online. O SOS Vizinhos pretende, assim, fazer chegar a estas pessoas os bens essenciais que necessitam, evitando que saiam das suas casas e, consequentemente, estejam mais expostas.

As dezenas de pessoas que se juntaram remotamente à equipa inicial de gestão do projeto estão a apoiar as áreas de Logística, Institucional, Jurídica Compliance, Voluntários, Web development e Comunicação, para concretizar o seu principal objetivo: suprir as necessidades básicas dos mais vulneráveis neste momento de crise.

O projeto já é do conhecimento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e recolheu o apoio da CASES. Mas a expectativa é que se juntem cada vez mais entidades e autoridades públicas, nomeadamente a Santa Casa da Misericórdia.

 “A Netflix pode esperar, os portugueses que são grupo de risco e necessitam de alimentar-se não. Nasceu assim o SOS Vizinho!”, apelou Cláudia Dias, ao apresentar o projeto no seu perfil da LinkedIn.  “Procuramos neste momento o envolvimento de retalhistas online, de softwares de contact centers e de operadoras nacionais, para hoje.”, sublinhou ainda Henrique Paranhos, também numa publicação no seu perfil.

 

O projeto estará concretizado na próxima semana na plataforma sosvizinho.pt, onde é possível solicitar apoio ou inscrever-se como voluntário. Neste espaço será disponibilizado um Manual do Voluntário e são também relembrados os procedimentos de segurança nos vários cenários, desde a receção do pedido de apoio até à sua concretização, junto do beneficiário. O SOS Vizinho está também a trabalhar para a criação de uma linha de apoio telefónico, de forma a dar resposta a quem não tem acesso à internet.

As novidades sobre o projeto vão sendo comunicadas através das páginas nas redes sociais Facebook e Instagram.

Mais informações através de geral@sosvizinho.pt.

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