‘Site’ dedicado a “Guernica” de Picasso reforçado com documentos e entrevistas inéditas

O museu Reina Sofia, em Madrid, reforçou o ‘site’ dedicado à obra “Guernica”, de Pablo Picasso, com mais de 200 documentos, entrevistas inéditas e duas novas secções, anunciou hoje aquele equipamento cultural.

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‘Site’ dedicado a “Guernica” de Picasso reforçado com documentos e entrevistas inéditas

O museu Reina Sofia, em Madrid, reforçou o ‘site’ dedicado à obra “Guernica”, de Pablo Picasso, com mais de 200 documentos, entrevistas inéditas e duas novas secções, anunciou hoje aquele equipamento cultural.

Num comunicado hoje divulgado, o museu recorda que lançou “há três anos ‘Repensar Guernica, História e Conflito no século XX’, um projeto sob a forma de ‘website’, com o objetivo de estudar o quadro de Pablo Picasso através de diferentes abordagens, metodologias e ferramentas”.

“Repensar Guernica, História e Conflito no século XX”, o projeto, “foi concebido desde início como um projeto em aberto, para ser enriquecido permanente e progressivamente”.

“Com esta melhoria, a coleção documental é aumentada com mais de duzentos documentos. Além disso, o ‘site’ passa a incluir duas novas secções: ‘(Im)possíveis Contra-Arquivos’ e ‘História Oral’, que respondem às mesmas premissas com que o projeto foi originalmente concebido: por um lado, o uso da mais avançada tecnologia para criar novas possibilidades de visualização, acesso e interação, e, por outro lado, para dar voz a novas investigações relacionadas com a ‘Guernica'”, lê-se no comunicado do museu.

Além dos novos elementos e funcionalidades do ‘site’, o museu Reina Sofia vai editar a publicação “Los Viajes de Guernica” (“As Viagens de Guernica”, em português), “que partiu do estudo de materiais recolhidos (…), com a ajuda de vários especialistas e investigadores, para delinear uma extensa constelação de relações, cronologias e estudos de caso em torno daquela pintura”.

Desde de que foi criado, o projeto “Repensar Guernica, História e Conflito no século XX” “teve mais de 1,5 milhões de visitas únicas e recebeu numerosas distinções internacionais, incluindo dos prestigiosos Prémios Webby, da Academia Internacional de Artes e Ciências Digitais (IADAS, sigla em inglês)”.

“Guernica” é a obra mais emblemática da carreira de Pablo Picasso e talvez também da arte do século XX.

A pintura a óleo sobre tela, de 3,493 metros de altura e 7,766 metros de largura, mostra os horrores do bombardeamento da cidade basca de Guernica, por aviões alemães do regime nazi, apoiando o ditador Francisco Franco, em 26 de abril de 1937, durante a Guerra Civil de Espanha (1936-1939), naquele que foi visto como um teste dos ataques aéreos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Em abril de 2017, o museu Reina Sofia inaugurou a exposição “Piedade e terror em Picasso: o caminho até Guernica”, que celebrava o 80.º aniversário da criação do quadro, “Guernica”, e os 25 anos da chegada da obra ao museu.

O quadro mais famoso de Picasso foi pintado a partir de uma encomenda feita pela República espanhola (o regime democrático que chegou ao fim no termo da guerra civil, com a imposição da ditadura franquista), durante a primavera de 1937, para ser exibido no pavilhão de Espanha da Exposição Internacional de Paris. Rapidamente se converteu num símbolo contra os horrores da guerra.

Alguns anos antes de morrer, Picasso pediu para que o quadro só fosse devolvido a Espanha quando as liberdades públicas fossem restauradas nesse país.

“Guernica”, o quadro, chegou a Espanha em 1981, depois da morte do ditador Francisco Franco (1939-1975) e da transição para a democracia, encetada em 1977.

Depois da Exposição Internacional de Paris, entre 1938 e 1939, o quadro de Picasso foi exibido em Oslo, na Noruega, em Copenhaga, na Dinamarca, Estocolmo e Gotemburgo, na Suécia, e, no Reino Unido, em Londres, Leeds, Liverpool e Manchester.

Depois da vitória do ditador Francisco Franco, em Espanha, e antes do início da II Guerra Mundial, o quadro foi enviado para os Estados Unidos, onde foi mostrado no Museu de Arte Contemporânea de São Francisco, primeiro, e no Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova Iorque, mais tarde, instituição onde se manteve até 1981, depois de breves passagens por cidades norte-americanas como Chicago e Filadélfia, e pelo Brasil, na década de 1950.

JRS (FPB) // MAG

By Impala News / Lusa

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