Sindicato dos Médicos alerta para falta de investimento na Medicina Legal

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) alertou hoje para a falta de investimento no pessoal médico do Instituto Nacional de Medicina Legal, acusando o Governo de optar pela contratação de tarefeiros, muitos sem especialidade.

Sindicato dos Médicos alerta para falta de investimento na Medicina Legal

Sindicato dos Médicos alerta para falta de investimento na Medicina Legal

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) alertou hoje para a falta de investimento no pessoal médico do Instituto Nacional de Medicina Legal, acusando o Governo de optar pela contratação de tarefeiros, muitos sem especialidade.

Numa carta dirigida aos ministros da Justiça e das Finanças, o SIM começa por lembrar que “mais de dez vezes” apelou para que estes “cumpram as obrigações como governantes em democracia”.

Sobre o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), o SIM refere que “o Ministério da Justiça autorizou a abertura de concurso para admissão dos quatro novos especialistas de Medicina Legal em 2020”.

“Mais de um ano depois, o Ministério das Finanças continua a não autorizar a sua contratação. Nenhum dos ministérios autorizou a abertura de concurso para admissão dos cinco novos especialistas de 2021. Nenhum dos ministérios autorizou a progressão na carreira dos assistentes graduados que há anos têm condições para progredir (foi aberto, pela primeira vez em anos, concurso para progressão de assistentes, em número desconhecido)”, acusa o sindicato.

E lamenta que, “ao mesmo tempo, o INMLCF contratou em 2021 mais 170 prestadores de serviços, muitos sem especialidade de Medicina Legal, com desperdício de dinheiro público, para realizar o trabalho que seria de outro modo cumprido por médicos assistentes do mapa”.

“Com um a seis médicos especialistas a graduar por ano até 2025, sem celeridade na contratação e sem progressão na carreira, nunca se estancará a sangria de médicos nem se porá cobro à repetida contratação externa e ao esbanjamento do erário”, alerta o SIM.

Já em fevereiro de 2020, o SIM tinha protestado junto do Ministério da Justiça contra o não reconhecimento da carreira dos médicos legistas e a supressão de recursos humanos no Instituto de Medicina Legal, através da contratação externa.

Em carta dirigida à ministra da Justiça, Francisca van Dunem, o SIM “protesta e denuncia a contratação de prestadores externos, ao invés da consolidação dos recursos humanos” no INMLCF.

SMM (APL)

By Impala News / Lusa

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