Sindicato cabo-verdiano quer nova grelha salarial para professores e diminuição de alunos por turma

Uma nova grelha salarial e diminuição do rácio professor/aluno em tempos de pandemia são duas das medidas que o Sindicato dos Professores da Ilha de Santiago (SIPROFIS) vai propor hoje ao Governo cabo-verdiano para melhorar a carreira dos docentes.

Sindicato cabo-verdiano quer nova grelha salarial para professores e diminuição de alunos por turma

Sindicato cabo-verdiano quer nova grelha salarial para professores e diminuição de alunos por turma

Uma nova grelha salarial e diminuição do rácio professor/aluno em tempos de pandemia são duas das medidas que o Sindicato dos Professores da Ilha de Santiago (SIPROFIS) vai propor hoje ao Governo cabo-verdiano para melhorar a carreira dos docentes.

As propostas vão ser feitas pelo presidente do SIPROFIS, Abraão Borges, ao ministro da Educação, Amadeu Cruz, num encontro enquadrado nas comemorações do Dia Mundial do Professor, que se assinala hoje.

Além dessas duas propostas, aquele sindicado quer ainda a promoção automática de todos os professores que, à luz do novo estatuto, já ultrapassaram o tempo para tal, bem como a resolução de outras pendências.

Em 16 de setembro, no âmbito do início do novo ano letivo, o presidente do SIPROFIS chamou atenção para as pendências de 2016 a esta parte, relativamente ao subsídio de carga horária, transição do secundário para o básico, promoção e colocação de novos professores.

Melhoria na carreira dos professores mestres e doutores, revisão da lei para reforma dos professores, valorizar e melhorar a carreira das monitoras do pré-escolar, reclassificação de todos os professores de 2016 à presente data e melhorar toda a carreira e vínculo dos professores do ensino superior são as outras sugestões do SIPROFIS.

Este ano, o Dia Mundial do Professor é assinalado sob o lema “Os professores no centro da recuperação da Educação”, num cenário ainda condicionado pela pandemia da covid-19, e que continua a pôr em risco a educação no mundo.

Em 29 de setembro, o Ministério da Educação publicou no Boletim Oficial a lista da atribuição da redução da carga horária semanal a 229 professores do 2.º ciclo do Ensino Básico (pluridocência) e do Ensino Secundário para o ano letivo 2021/2022.

O novo ano letivo em Cabo Verde arrancou em 13 de setembro com cerca de 130 mil crianças, adolescentes e jovens.

Destes, cerca de 16.500 em jardins-de-infância, 83.500 no ensino básico obrigatório (do 1.º ao 8.º ano de escolaridade) e cerca de 30.000 no ensino secundário (do 9.º ao 12.º ano de escolaridade).

No total, cerca de 6.000 professores foram colocados nas escolas e foram recrutados mais de 200 novos docentes, avançou na altura o ministro da Educação de Cabo Verde, Amadeu Cruz,

Segundo o governante, o funcionamento do ano letivo estará ainda condicionado pelos impactos da covid-19, mas será iniciado o processo de regresso à normalidade.

“Será adotado um regime de aulas presenciais e a tempo integral, com carga horária completa, tendo como pressupostos a vacinação dos professores e demais funcionários das escolas, bem assim como dos alunos com idade igual ou superior a 18 anos”, acrescentou, garantindo que será mantido o plano com medidas de combate à covid-19.

Na altura, o ministro adiantou que o rácio de aluno por turma será em média de 30 alunos por sala, respeitando os condicionalismos locais, existência de alunos com necessidades educativas especiais, isolamento de escolas básicas e organização de transporte escolar.

Entretanto, o presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINDEP) de Cabo Verde, João Cardoso, denunciou, em entrevista à agência Lusa, em 16 de setembro, que há turmas superlotadas, algumas chegando a 38 ou 40 alunos.

“Nesta fase da pandemia é inadmissível e inaceitável”, criticou o presidente daquele que é o maior sindicato dos professores de Cabo Verde.

RIPE // CSJ

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS