Setembro vai ter pelo menos seis estreias de cinema português

Pelo menos seis filmes portugueses, ou com coprodução nacional, vão estrear-se este mês nas salas de cinema, a começar por “Avó dezanove e o segredo do soviético”, do moçambicano João Ribeiro, no dia 08.

Setembro vai ter pelo menos seis estreias de cinema português

Setembro vai ter pelo menos seis estreias de cinema português

Pelo menos seis filmes portugueses, ou com coprodução nacional, vão estrear-se este mês nas salas de cinema, a começar por “Avó dezanove e o segredo do soviético”, do moçambicano João Ribeiro, no dia 08.

“Avó dezanove e o segredo do soviético” é uma coprodução entre Moçambique, Brasil e Portugal, pela Fado Filmes, que adapta o romance homónimo do escritor angolano Ondjaki.

O cenário desta ficção, inspirada nas memórias de infância de Ondjaki, é Luanda, na década de 1980, nomeadamente o bairro da Praia do Bispo e as suas crianças, durante as obras de construção do mausoléu de Agostinho Neto, primeiro Presidente da República de Angola.

O elenco conta com três jovens atores como protagonistas, Keanu dos Santos, Caio Canda e Thainara Barbosa, aos quais se juntaram Anabela Adrianopoulos, Dmitry Bogomolov, Filimone Meigos e Flavio Bauraqui.

De acordo com informações disponibilizadas por produtoras e distribuidoras, em setembro vai estrear-se também, no dia 15, “Daniel & Daniela”, da jornalista e realizadora Sofia Pinto Coelho.

Com produção pela Ukbar Filmes, “Daniel & Daniela” é um documentário sobre um pai, Daniel Nunes, e uma filha, tendo 60 anos a separá-los.

“Sofia Pinto Coelho vai procurar um herói improvável — Daniel — um dos maiores colecionadores em Portugal de livros sobre escravatura e África, que decide levar a filha pré-adolescente — Daniela – nesta viagem improvável sobre as suas raízes: Cabo Verde, Guiné e São Tomé e Príncipe”, explica a produtora.

A 22 de setembro, os cinemas recebem a mais recente longa-metragem do realizador Tiago Guedes, “Restos do Vento”, estreada este ano no Festival de Cinema de Cannes, com produção da Leopardo Filmes.

Com argumento de Tiago Guedes e Tiago Rodrigues, “Restos do Vento” parte de uma tradição pagã de uma aldeia do interior do país, de um ritual de passagem para rapazes, que terá consequências para um deles, espancado com violência.

A partir daí, a narrativa dá um salto temporal de mais de duas décadas, com os caminhos deles, agora adultos, a cruzarem-se por via de um crime.

O filme é protagonizado por Albano Jerónimo, Nuno Lopes, Isabel Abreu, João Pedro Vaz, Gonçalo Waddington e Leonor Vasconcelos, entre outros.

A última quinta-feira de setembro, dia 29, contará com três filmes portugueses: “1618”, de Luís Ismael, “Fogo-Fátuo”, de João Pedro Rodrigues, e “Nunca nada aconteceu”, de Gonçalo Galvão Teles.

Produzido pela Lightbox, “1618” é uma recriação histórica baseada em factos verídicos sobre a Inquisição e a perseguição de judeus em Portugal.

Do mesmo realizador da trilogia de comédia “Balas & Bolinhos” (2001-2012) e do filme de ação “Bad Investigate” (2018), esta nova longa-metragem de Luís Ismael “faz parte de um projeto interreligioso e de combate ao antissemitismo entre a Comunidade Judaica do Porto (detentora dos direitos sobre o filme) e a Diocese católica do Porto”, explica a distribuidora Cinemundo.

Com um rasto de elogios pela imprensa internacional, “Fogo-Fátuo”, de João Pedro Rodrigues, teve estreia mundial em maio, na Quinzena de Realizadores do Festival de Cinema de Cannes, em França, e terá antestreia portuguesa no festival Queer Lisboa.

Descrito como “uma comédia erótica em formato musical”, o filme é uma produção da Terratreme Filmes e da Filmes Fantasma, em coprodução com França, e conta com interpretações de Mauro Costa e André Cabral, aos quais se juntam, entre outros, Joel Branco, Oceano Cruz, Margarida Vila-Nova e Miguel Loureiro.

“Nunca nada aconteceu”, produzido pela Fado Filmes, é a mais recente longa-metragem de Gonçalo Galvão Teles e chegará aos cinemas mais de dois anos depois de ter sido rodada.

A história, sobre três adolescentes nos subúrbios de Lisboa, foi escrita por Luís Filipe Rocha e Tiago R. Santos e conta com as interpretações de Bernardo Lobo Faria, Alba Baptista e Miguel Amorim, além de Beatriz Batarda, Rui Morrisson, Ana Moreira ou Filipe Duarte, que morreu em abril de 2020.

A estes seis filmes junta-se ainda “O jovem Cunhal”, filme de João Botelho, produzido pela Ar de Filmes e que se centra na juventude do líder histórico do PCP Álvaro Cunhal.

Exibido este ano no IndieLisboa, o filme integra este mês a Festa do Avante, terá sessões no cinema Nimas e na Cinemateca, em Lisboa, e no Cineteatro Louletano.

O filme, no qual entram Margarida Vila-Nova e João Pedro Vaz, entre outros, recorre a imagens de arquivo e a uma encenação de excertos de textos de e sobre Álvaro Cunhal.

De acordo com o Instituto do Cinema e Audiovisual, em 2022 estrearam-se cerca de trinta filmes de produção ou coprodução portuguesa, sendo que o mais visto, até 31 de agosto, foi a comédia “Curral de Moinas – Os banqueiros do povo”, de Miguel Cadilhe, com 210.056 espectadores.

SS // TDI

By Impala News / Lusa

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