Seis detidos por desvio de fundos no principal hospital do centro de Moçambique

Seis funcionários do Hospital Central da Beira, na província de Sofala, centro de Moçambique, estão detidos por suspeita do desvio de um total de nove milhões de meticais (130 mil euros).

Seis detidos por desvio de fundos no principal hospital do centro de Moçambique

Seis detidos por desvio de fundos no principal hospital do centro de Moçambique

Seis funcionários do Hospital Central da Beira, na província de Sofala, centro de Moçambique, estão detidos por suspeita do desvio de um total de nove milhões de meticais (130 mil euros).

Sofala, Moçambique, 26 dez 2019 (Lusa) – Seis funcionários do Hospital Central da Beira, na província de Sofala, centro de Moçambique, estão detidos por suspeita do desvio de um total de nove milhões de meticais (130 mil euros), disse hoje fonte oficial.

“Eles são indiciados da prática do crime de peculato e o processo está ainda em curso”, disse Joaquim Tomo, porta-voz da Procuradoria provincial de Sofala.

Entre os detidos destaca-se o administrador do hospital e um agente de execução orçamental, além de quadros do departamento das finanças.

O valor foi desviado entre abril e setembro deste ano.

A direção do Hospital Central da Beira, uma das infraestruturas afetadas pelo ciclone Idai em março deste ano, disse hoje à imprensa que o valor desviado não fazia parte dos fundos doados pelos parceiros para a recuperação da instituição.

“Os fundos desviados são fundos do orçamento geral e não das doações relacionadas com o Idai. Não há nenhuma relação”, declarou o diretor científico do Hospital Central da Beira, Bonifácio Rodrigues.

O Hospital Central da Beira é visto como um dos mais importantes do país a seguir ao capital, Maputo, e como unidade de referência na região centro onde vivem cerca de nove milhões de pessoas – um terço da população moçambicana.

Na unidade estão em curso obras de reconstrução, na sequência da destruição provocada pelo ciclone Idai.

O ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique em março, provocou 604 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas.

EYAC/JYJE // LFS

By Impala News / Lusa

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