Saúde mental no desporto em foco em sessão da Comissão de Atletas Olímpicos

A saúde mental de atletas, quer durante a carreira, quer após o seu término, é o foco de uma ‘Power Talk’, organizada pela Comissão de Atletas Olímpicos na quarta-feira, em que o tema é olhado “não como um problema”.

Saúde mental no desporto em foco em sessão da Comissão de Atletas Olímpicos

Saúde mental no desporto em foco em sessão da Comissão de Atletas Olímpicos

A saúde mental de atletas, quer durante a carreira, quer após o seu término, é o foco de uma ‘Power Talk’, organizada pela Comissão de Atletas Olímpicos na quarta-feira, em que o tema é olhado “não como um problema”.

O evento vai decorrer na sede do Comité Olímpico de Portugal (COP), em Lisboa, e insere-se numa série de palestras e conferências organizadas pela Comissão de Atletas Olímpicos (CAO), que aproveitou o mês de outubro para se dedicar a este tema, explica à Lusa a presidente, Diana Gomes.

Arranca com uma palestra do professor universitário belga Paul Wylleman, que trabalha nas áreas de psicologia desportiva e gestão de carreira, passou mais de oito anos com a equipa olímpica dos Países Baixos, no Rio2016 e em Tóquio2020, e agora acompanha a Bélgica.

Wylleman “centra as suas pesquisas e investigações numa perspetiva holística do desenvolvimento de carreira e de competências psicológicas para atletas e em apoio de saúde mental e psicológico para treinadores de equipas de trabalho com o desporto de topo”.

Segue-se um debate com várias figuras ligadas ao desporto, desde a psicóloga Ana Bispo Ramires à atleta olímpica Joana Ramos, agora treinadora, mas também uma esposa e um pai de atletas, bem como o diretor desportivo do COP, Pedro Roque.

“Vai ser fantástico conseguir ter as perspetivas de todas as pessoas que estão à volta dos atletas”, considera Diana Gomes.

O objetivo, diz à Lusa a presidente da CAO, é falar de saúde mental no desporto “não como um problema, um tabu ou um estigma, mas como parte do treino e apoio à performance do atleta”.

“Mas também [falar] pelo bem-estar geral do atleta, do que a pessoa precisa, e também do seu entorno. Por isso vamos falar com um pai, uma esposa, também o diretor desportivo do COP, e uma atleta que trabalha como treinadora”, explica.

Diana Gomes reforça ainda o papel dos atletas em quebrar o estigma e o secretismo em torno do tema, bem como alguma vergonha, porque “por vezes as pessoas não têm capacidade de respirar, de desabafar com amigos ou familiares”, e podem procurar um profissional especializado.

“Não temos de ter problema em dizer: ‘eu tenho este tipo de acompanhamento, não é por um problema, é porque me sinto melhor ao tê-lo, mais completa, mais feliz’. Temos todos de ter noção disso”, lembra.

SIF // AMG

By Impala News / Lusa

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