Rosa Grilo em tribunal: «Tenho muitas merdas para o julgamento»

Procurador do Ministério Público confronta a arguida Rosa Grilo com um parágrafo de uma das cartas enviadas ao amante apreendidas pelo tribunal.

Rosa Grilo em tribunal: «Tenho muitas merdas para o julgamento»

Rosa Grilo em tribunal: «Tenho muitas merdas para o julgamento»

Procurador do Ministério Público confronta a arguida Rosa Grilo com um parágrafo de uma das cartas enviadas ao amante apreendidas pelo tribunal.

A segunda sessão do julgamento de Rosa Grilo, por alegadamente ter matado o marido, o triatleta Luís Grilo, começou às 9h55 e foi a continuação do depoimento da arguida. Nesta audiência, o procurador do Ministério Público confronta-a com um parágrafo de uma das cartas apreendidas pelo tribunal dirigidas ao amante e alegado coautor do assassinato, António Joaquim. «Sei que isto não está a ser fácil para ti. Tenho feito tudo por ti. Só quero que me perdoes. Tenho muitas merdas para o julgamento», escreveu a 2 de abril. Perante este parágrafo, a viúva responde que não tinha conhecimento de que estava proibida e responde de imediato que se trata de uma carta «particular». «São coisas que constam no processo», diz, enquanto se ouvem risos na sala de audiência.

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Cartas apreendidas quando Rosa Grilo tentava enviá-las à socapa

A juíza intervém. Explica que as cartas foram apreendidas quando Rosa Grilo tentava enviá-las à socapa, através de uma outra detida que mandava correspondência para o namorado que se encontrava na mesma prisão que António Joaquim. «Se estivesse tranquila e serena, metia a carta num envelope e remetia-a para o arguido. Mas já sabia que a carta nunca lhe seria enviada dessa forma, porque estavam proibidos de manter contacto», confronta a magistrada. Este modo de comportamento de Rosa Grilo leva a juíza a depreender que a arguida «sabia que estava proibida de contactar António Joaquim».

Nova correspondência apreendida pelo Tribunal

Depois desta primeira carta, a viúva terá tentado enviar outra, que foi igualmente apreendida pelo tribunal. «Por que é que insistiu em contactá-lo sabendo que estava proibida?» À pergunta da juíza, Rosa Grilo explica que «queria tranquiliza-lo». «Para ele saber que, com as provas que existiam, ele não ia ser envolvido».

Reportagem WiN: Jéssica Santos

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