Rosa Grilo pede a filho para mentir à PJ sobre o dia do homicídio do triatleta

Júlia Grilo, irmã do triatleta, acusa Rosa Grilo de ter tentado persuadir o próprio filho para mentir à Polícia Judiciária, no âmbito da investigação sobre a morte de Luís Grilo

Rosa Grilo pede a filho para mentir à PJ sobre o dia do homicídio do triatleta

Júlia Grilo, irmã do triatleta, acusa Rosa Grilo de ter tentado persuadir o próprio filho para mentir à Polícia Judiciária, no âmbito da investigação sobre a morte de Luís Grilo

Rosa Grilo e o amante António Joaquim foram acusados formalmente do homicídio do triatleta Luís Grilo, marido da arguida, pelo Ministério Público no passado dia 25 de março. Esta quarta-feira, a reclusa esteve presente no Tribunal de Família e Menores para conhecer a decisão sobre quem ficaria com a custódia do seu único filho, menor de idade. A tutela da criança de 13 anos foi atribuída à irmã da vítima, Júlia Grilo, ao contrário do que queria Rosa Grilo. A arguida expressou por várias vezes a sua vontade de que o filho ficasse com os avós maternos, Américo Pina e Maria Antónia. O facto de o rapaz ter declarado em tribunal que queria ficar com a tia, a quem chama de avó, pesou na decisão judicial.

Tendo agora o menor a seu cargo, Júlia Grilo terá garantindo à Polícia Judiciária que o sobrinho foi aconselhado a mentir às autoridades pela própria mãe, avança o Correio da Manhã. De acordo com a irmã do triatleta, o menino disse que Rosa Grilo e Américo Pina lhe tinham pedido para dizer à Polícia que tinham estado angolanos na casa, onde o menor vivia com o pai e mãe, no dia do homicídio. Segundo o depoimento de Júlia Grilo na Judiciária, a que a referida publicação diz ter acesso, a tia da criança ainda acrescenta que o rapaz lhe contou que não tinha visto ninguém estranho em sua casa nesse dia.

Destino de Rosa Grilo e amante vai ficar nas mãos de 4 jurados

Para além da acusação, o Ministério Público quer que o caso não seja só apreciado do ponto de vista jurídico, mas também à luz da experiência comum. Ou seja, a culpa da viúva e do oficial de justiça ficarão nas mãos de três juízes que contarão com a deliberação de quatro jurados. Assim, irá se determinar se Rosa Grilo e António Joaquim, foram coautores do homicídio de Luís Grilo.

Este requerimento acontece devido ao facto de no processo não haver prova científica que coloque o amante no local do crime, para além da arguida garantir que António Joaquim nada tem que ver com o assassinato. Posto isto, a procuradora, que deduziu a acusação ontem, pediu ao tribunal que sejam chamados quatro eleitores da comarca de Vila Franca de Xira para fazerem parte do julgamento. Apesar de rara e excepcional, esta medida já foi utilizada em casos como o de Joana, a menina de oito anos que desapareceu em Portimão e cujo o corpo nunca foi encontrado, e no julgamento do Rei Gob, o homem que foi condenado por matar três pessoas mas cujos cadáveres também nunca foram descobertos.

Em acréscimo, a representante do Ministério Público pediu também que Rosa Grilo fosse considerada indigna da herança do marido e pagasse, juntamente com o amante, uma indemnização ao filho. A acusação ainda exige que deve ser nomeado um curador para gerir os bens do menor até que este seja maior de idade. O único filho do casal irá receber cerca de 400 mil euros de seguros de vida feitos pelo pai.

Luís Grilo, de 50 anos, residente na localidade das Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, desapareceu em 16 de julho de 2018. O corpo foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição, mais de um mês após o desaparecimento, no concelho de Avis, distrito de Portalegre, a mais de 130 quilómetros da sua casa. O cadáver do triatleta foi encontrado perto de Alcôrrego, num caminho de terra batida, junto à Estrada Municipal 1070, por um popular que fazia uma caminhada na zona e que alertou o posto de Avis da Guarda Nacional Republicana (GNR) para esta ocorrência. Rosa Grilo e o amante António Joaquim foram acusados pela prática, em coautoria, de crimes de homicídio qualificado agravado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida.

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