Rio considera encerramento da refinaria da Galp em Matosinhos “ambientalmente positivo”

Rui Rio considera ambientalmente positivo para a região Norte o anunciado encerramento da refinaria da Galp, defendendo que no futuro reconversões como estas serão permanentes nas economias.

Rio considera encerramento da refinaria da Galp em Matosinhos

Rio considera encerramento da refinaria da Galp em Matosinhos “ambientalmente positivo”

Rui Rio considera ambientalmente positivo para a região Norte o anunciado encerramento da refinaria da Galp, defendendo que no futuro reconversões como estas serão permanentes nas economias.

Porto, 23 dez 2020 (Lusa) – O presidente do PSD, Rui Rio, considerou hoje “ambientalmente positivo” para a região Norte o anunciado encerramento da refinaria da Galp de Matosinhos, defendendo que no futuro reconversões como estas serão permanentes nas economias nacional e mundial.

“À partida, é ambientalmente positivo para esta região do país”, observou.

Salientando não ter ainda informação suficiente para dar uma opinião balizada sobre o assunto, o líder social-democrata, que falava à margem do encontro com a Federação Nacional de Educação (FNE), que decorreu hoje no Porto, indicou que situações como esta vão repetir-se no futuro com a transformação tecnológica da sociedade.

“No presente e no futuro, nós vamos ter permanentemente na economia nacional e mundial situações destas de permanentes reconversões. Há muitas profissões que hoje em dia existem e que vão acabar, há muitas profissões que existiam quando era miúdo e hoje já não existem e no futuro vão ser criadas muitas profissões que ainda nem imaginamos o que são”, disse.

Reiterando que, ambientalmente, a decisão da Galp é positiva, Rui Rio considerou que, em termos sociais, é necessário acompanhar a evolução da situação, realçando, contudo, que é preciso haver dinamismo económico na região para absorver os empregos perdidos com esta transformação.

“À partida, a Galp ter como intenção fechar algo que ambientalmente não está bem, é positivo. Não podemos ver mal em tudo. Temos é depois de ver a forma como tudo isso vai ser feito para poder ter uma opinião avalizada, mas à partida a notícia não é má, se for tudo bem feito. A questão social com certeza, como tudo na vida, vamos ter de reparar e de acompanhar”, rematou.

A Galp anunciou, na segunda-feira, que vai concentrar as suas operações de refinação e desenvolvimentos futuros no complexo de Sines e descontinuar a refinação em Matosinhos a partir do próximo ano.

Em causa estão 500 postos de trabalho diretos e 1.000 indiretos.

Na terça-feira, o ministro do Ambiente considerou hoje que a Galp “está obrigada a fazer mais do que a lei” no que diz respeito à situação dos trabalhadores da refinaria de Matosinhos, cujas operações serão descontinuadas a partir do próximo ano.

Segundo o ministro do Ambiente, a questão dos trabalhadores da refinaria de Matosinhos compreende “três tempos de ação”: o entendimento da empresa com os trabalhadores e com as estruturas que os representam, a ação do Ministério do Trabalho que será chamado, a partir de “março, abril”, a complementar as medidas de necessidade social e de reconversão profissional, e, um terceiro tempo que o Governo espera iniciar ainda no próximo ano e que se prende com a aplicação do Fundo para a Transição Justa.

Na sequência do anúncio da Galp, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energias e Atividades do Ambiente (Site-Norte) acusou o ministro do Ambiente de ser um dos responsáveis pelo encerramento da refinaria em Matosinhos, impondo “uma rotura” para demonstrar a Bruxelas avanços na transição energética.

VSYM (MPE/MYCA/PE/SO)// JPS

By Impala News / Lusa

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