Relatório do governo norte-americano descreve trauma das crianças migrantes separadas dos pais
No ano passado, Donald Trump declarou uma política de «tolerância zero» na fronteira com o México, situação que levou à separação de centenas de famílias. A maioria é formada por centro-americanos que fogem da pobreza e da violência dos seus países.
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Um relatório oficial publicado na passada quarta-feira pela Administração em Washington revela que a política de separação de famílias migrantes nos Estados Unidos piorou «o sofrimento psicológico» de muitas crianças já afetadas por experiências traumáticas. Um inspetor-geral do Departamento de Saúde refere, num relatório sobre as visitas realizadas em meados de 2018 pelas suas equipas a 45 centros de acolhimento para migrantes menores, que «as crianças separadas mostraram mais medo, sentimentos de abandono e de stress pós-traumático do que as crianças que não foram separadas».
Mais de 2.700 crianças deveriam ser reunidas com seus pais
De acordo com o relatório algumas crianças «expressavam uma dor aguda que os fazia chorar sem parar», outras «negavam-se a comer ou a participar das atividades». Havia os que não entendiam por que estavam separados dos seus pais a sofrer « altos níveis de angústia mental», refere o mesmo relatório.
«A separação de famílias e um processo de reunificação desordenada somou-se ao trauma dos menores que já enfrentavam abusos, ou violência, nos seus países de origem, ou na rota migratória», sustenta o mesmo documento.
Até agora já foram identificadas, pelas autoridades, mais de 2.700 crianças que deveriam ser reunidas com seus pais. Este relatório propõe o reforço na formação do pessoal e o acesso a psiquiatras externos, bem como de transferência dos casos mais graves para estruturas especializadas.
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