Relatório alerta que há 45 barragens sob risco de desabamento no Brasil

Relatório alerta que há 45 barragens sob risco de desabamento no Brasil

Um relatório da Agência Nacional de Águas (ANA), divulgado hoje, alerta para a existência de 45 barragens em risco de colapso no Brasil, num aumento de quase 50% em relação a 2016.

O documento aponta que de 2016 para 2017, o número de barragens que ameaçam ruir passou de 25 para 45, e que a maioria está localizada no norte e nordeste do Brasil, em estados como o Acre, Alagoas e Bahia.

De acordo com os técnicos ouvidos, há problemas de baixo nível de conservação, insuficiência do vertedor (instrumento que mede o caudal e escoamento da água numa barragem) e falta de documentos que comprovem a estabilidade da barragem.

No período coberto pelo relatório, foram identificados 14 episódios de acidentes nas barragens, todos sem registo de vítimas mortais.

Das 45 barragens, 25 pertencem a órgãos e entidades públicas, de acordo com a ANA.

No país estão registadas 24.092 barragens com diferentes finalidades, mas os técnicos calculam que o número de represas artificiais espelhados pelo território brasileiro seja, pelo menos, três vezes superior.

Das 24.092 barragens cadastradas, 3.545 foram classificadas, pelos agentes fiscais, como pertencentes à ‘categoria de risco’ (CRI) e 5.459 na categoria de ‘dano potencial associado’ (DPA). 723 das barragens foram classificadas, simultaneamente, com ambas as categorias, CRI e DPA, altas, o equivalente a 13% de todas as barragens registadas.

A ANA informou ainda que foram aplicados 34 milhões de reais (cerca de oito milhões de euros), no ano passado, para serviços de operação, manutenção e recuperação de barragens.

Em 2016, foi investido um valor bastante inferior, num total de 12 milhões de reais (cerca de 2,8 milhões de euros).

A maior tragédia ambiental brasileira, que envolveu o colapso de uma barragem, completou três anos na passada segunda-feira.

Em 2015, uma das barragens da empresa mineira Samarco rebentou na cidade de Mariana, no estado de Minas Gerais, originando uma torrente de lama que destruiu fauna, flora e construções ao longo de 650 quilómetros.

Aquele que é considerado o maior desastre ambiental do Brasil fez 19 mortos, além de ter deixado desalojadas milhares de famílias.

MYMM // JH

By Impala News / Lusa

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