Quatro filmes de Regina Pessoa em brinquedos óticos para ver e manipular no Cinanima

A realizadora Regina Pessoa apresenta quinta-feira no Cinanima — Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho vários brinquedos óticos em que o público pode ver e manipular ‘frames’ de quatro dos seus filmes e acrescentar-lhes desenhos próprios.

Quatro filmes de Regina Pessoa em brinquedos óticos para ver e manipular no Cinanima

Quatro filmes de Regina Pessoa em brinquedos óticos para ver e manipular no Cinanima

A realizadora Regina Pessoa apresenta quinta-feira no Cinanima — Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho vários brinquedos óticos em que o público pode ver e manipular ‘frames’ de quatro dos seus filmes e acrescentar-lhes desenhos próprios.

Em causa estão mecanismos como os utilizados nos primórdios do cinema animado e que permitirão conhecer no referido certame do distrito de Aveiro como se processava o movimento da imagem antes de ser criada a câmara de filmar e o projetor.

“Estes brinquedos ajudam a ver como se deu a evolução do cinema, desde os tempos das lanternas mágicas até chegarmos às câmaras e à animação digital”, declarou Regina Pessoa à Lusa.

A realizadora começou por aplicar nesses dispositivos apenas imagens do filme “História Trágica com Final Feliz”, que lançou em 2007, mas recentemente alargou o respetivo espectro a três das suas outras obras, datadas respetivamente de 1999, 2012 e 2019. “Vou utilizar também desenhos de ‘A noite’, de ‘Kali, o pequeno vampiro’ e de ‘Tio Tomás — A contabilidade dos Dias’, para o público poder brincar com mais imagens”, explicou.

Os referidos brinquedos óticos apresentar-se-ão em ‘kits’ que os participantes devem montar de forma a neles inserirem “bandas quase como as de filme”, mas constituídas por papel em vez de película cinematográfica.

“Também haverá bandas específicas para os participantes fazerem os seus próprios desenhos e criarem assim as suas primeiras animações”, acrescentou a cineasta.

O objetivo de Regina Pessoa é aumentar o conhecimento do público sobre o processo envolvido na criação de um filme animado e, por essa via, “tirar o cinema do ecrã, para que ele não fique limitado a esse espaço e possa ser apreciado noutros locais, não só na sala de casa, mas também em contextos como os educacionais e os associados às práticas artísticas”.

Esses dispositivos vão estar disponíveis até domingo no Cinanima, que tem entrada livre para a respetiva exposição. Entre atividades gratuitas e pagas, o festival que arrancou segunda-feira em Espinho integra várias competições de curtas e longas-metragens, retrospetivas de realizadores como o polaco Piotr Kamler, sessões temáticas como a dedicada à cinematografia ‘queer’ e mostras como a das melhores obras do festival austríaco Tricky Women.

AYC // TDI

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS