PSP chamada para afastar grupo que tentava impedir abate de pinheiro manso em Braga

A PSP de Braga foi chamada esta tarde ao local de abate do Pinheiro Manso de Guadalupe para afastar um grupo de cidadãos que tentava impedir aquela ação, disse à lusa fonte policial.

PSP chamada para afastar grupo que tentava impedir abate de pinheiro manso em Braga

PSP chamada para afastar grupo que tentava impedir abate de pinheiro manso em Braga

A PSP de Braga foi chamada esta tarde ao local de abate do Pinheiro Manso de Guadalupe para afastar um grupo de cidadãos que tentava impedir aquela ação, disse à lusa fonte policial.

“A PSP foi chamada, porque algumas pessoas não estavam a deixar os técnicos trabalhar”, explicou a referida fonte.

O abate daquele exemplar arbóreo, um Pinus penea, situado numa propriedade privada da freguesia de S. Vitor, que teve inicio esta manhã, está a ser contestado, havendo mesmo uma página da rede social Facebook com o nome Salvar o Pinheiro Manso de Guadalupe e tendo o BE/Braga já manifestado “repúdio e consternação” pelo abate da árvore em causa.

O grupo de defesa da árvore defende que “o imponente Pinheiro-Manso existe há muitas décadas na colina de Guadalupe” e que o seu abate configura “um atentado patrimonial”, exigindo ver a autorização do abate para deixar os trabalhos prosseguirem.

Num relatório a que a Lusa teve acesso, a Divisão da Proteção Civil da câmara de Braga confirmou que o estado do pinheiro manso de Guadalupe configura “um sério risco para a segurança de pessoas e bens”.

Segundo o documento, a proximidade a dois edifícios da árvore “associada ao seu porte, indiciam a forte possibilidade das raízes, também por si de grandes dimensões, estarem a interferir e a danificar as fundações e a estrutura do edifício”.

No relatório da autarquia consta ainda que “os ramos de grandes dimensões, estimando-se o peso de alguns na ordem do milhar de quilos, pendem sobre as mesmas e em caso de queda causarão certamente danos muito graves quer nas casas e seus ocupantes quer nos transeuntes que circulem no exterior, configurando um sério risco para a segurança de pessoas e bens”.

O documento esclarece, assim, a posição da autarquia quanto à ação a ter sobre a árvore: “Tendo os Serviços Municipais sido alertados para a existência de risco potencial e tendo verificado “in loco” a sua existência, somos de parecer que a Câmara Municipal nada deva opor a essa execução”, lê-se.

JYCR//LIL

By Impala News / Lusa

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