PSD elogia discurso do PR de apelo à consensualização e sentido de responsabilidade

O PSD considerou que Marcelo Rebelo de Sousa fez hoje “um discurso muito institucional e muito adequado ao momento”, no qual os sociais-democratas se reveem “integralmente” porque apela à “consensualização e sentido de responsabilidade” de todos os agentes políticos.

PSD elogia discurso do PR de apelo à consensualização e sentido de responsabilidade

PSD elogia discurso do PR de apelo à consensualização e sentido de responsabilidade

O PSD considerou que Marcelo Rebelo de Sousa fez hoje “um discurso muito institucional e muito adequado ao momento”, no qual os sociais-democratas se reveem “integralmente” porque apela à “consensualização e sentido de responsabilidade” de todos os agentes políticos.

“É muito importante que todos percebamos que a questão sanitária durará, esperamos nós, o menor tempo possível. Mas a questão económica que se sobreporá durará muito mais. É muito importante que exista consensualização, sentido de responsabilidade e sobretudo um poder de fiscalização enormíssimo”, disse o vice-presidente do PSD André Coelho Lima já na fase em que respondia a perguntas dos jornalistas.

Antes, o deputado social-democrata, que reagiu em nome do PSD ao discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na cerimónia comemorativa do 110.º aniversário da Implantação da República, disse que o PSD se “revê-se integralmente nas palavras” do Presidente da República, o qual fez “um discurso muito institucional e muito adequado ao momento que vivemos”.

“[O discurso] dividiu em três partes essenciais que vão ao encontro do que tem sido essa a postura do PSD”, referiu André Coelho Lima, segundo o qual Marcelo Rebelo de Sousa “ao falar do estado de exceção sanitária que vivemos que tem repercussões na vida económica e social, alertou para o sufoco das micro, pequenas e médias empresas”.

“O que é um apelo claro à negociação orçamental que está a decorrer, um apelo claro a que o Governo consiga resistir em, para aprovar o orçamento, ponha em causa a economia das empresas porque delas depende a qualidade de vida e a manutenção dos empregos”, disse André Coelho Lima, numa unidade hoteleira no Porto onde para a parte da tarde está agendada a apresentação do “Programa Estratégico dos Fundos Europeus para a Década” com a presença do líder do partido, Rui Rio.

Hoje, na cerimónia comemorativa do 110.º aniversário da Implantação da República, o Presidente da República apelou à unidade no essencial na resposta à crise provocada pela covid-19, com equilíbrio entre proteção da vida e da saúde e da economia, e sem dramatização a mais nem a menos.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou esta mensagem, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Lisboa, defendendo que é preciso “continuar a compatibilizar a diversidade e o pluralismo com a unidade no essencial”.

“O que nos diz este 05 de Outubro é que temos de continuar a resistir, a prevenir, a cuidar, a inovar, a agir em liberdade, a saber compatibilizar a diversidade com a convergência no essencial, a sobrepor o interesse coletivo aos meros interesses pessoais”, afirmou.

O chefe de Estado referiu que “há quem prefira soluções para o estado de exceção sanitária que sacrificariam drasticamente economia e sociedade” e “há quem prefira soluções para a economia e sociedade que aumentariam riscos para a vida e saúde”.

“Há quem proponha tempos e modos diferentes, do lado da vida e da saúde, como do lado da economia e da sociedade. Esta diversidade é democrática, e é por isso respeitável. Procuremos respeitá-la, buscando a convergência no essencial, evitando quer o excesso de dramatização, quer o excesso de desdramatização dos dois lados”, acrescentou.

PFT (IEL/SMA)// VC

By Impala News / Lusa

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