PRR: Barragem do Pisão no Alentejo com 120ME na versão final enviada a Bruxelas

Um montante de 120 milhões de euros para o projeto de construção da Barragem do Pisão, no Crato (Portalegre), consta da versão final do Plano de Recuperação e Resiliência.

PRR: Barragem do Pisão no Alentejo com 120ME na versão final enviada a Bruxelas

PRR: Barragem do Pisão no Alentejo com 120ME na versão final enviada a Bruxelas

Um montante de 120 milhões de euros para o projeto de construção da Barragem do Pisão, no Crato (Portalegre), consta da versão final do Plano de Recuperação e Resiliência.

Crato, Portalegre, 22 abr 2021 (Lusa) — Um montante de 120 milhões de euros para o projeto de construção da Barragem do Pisão, no Crato (Portalegre), consta da versão final do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), enviado hoje por Portugal à Comissão Europeia.

O Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato (Barragem do Pisão) está previsto que envolva, no global, cerca de 171 milhões de euros.

Na versão inicial do PRR, divulgada em fevereiro, o Governo aludia aos 171 milhões, mas, nesta versão final, inscreveu 120 milhões para o projeto, já que foram subtraídos desta fonte de financiamento cerca de 51 milhões de referentes à construção de uma central fotovoltaica.

“Estão 120 milhões de euros aprovados no PRR para o Pisão”, enquanto “a central fotovoltaica, que está avaliada em cerca de 51 milhões de euros, fica de fora do PRR”, explicou hoje à agência Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Hugo Hilário.

Para assegurar a valência da central “é outro sistema de financiamento à parte”, ou seja, “entra num leilão de energia”.

A central solar, com a instalação de painéis fotovoltaicos no espelho de água da albufeira, vai servir para produzir energia elétrica, e, com a alteração no projeto, vai ser criada através da realização de um leilão de energia, processo utilizado em todas as outras centrais desta natureza.

De acordo com a CIMAA, a central “continua a fazer parte” do projeto e “contribuirá” para a componente de redução de emissões, conforme o Plano Nacional de Energia e Clima.

No dia 16 deste mês, durante a apresentação do PRR em Coimbra, o ministro do Planeamento, Nelson de Souza, referiu a “necessidade de ajustar o financiamento disponível” no que toca a um “dos investimentos ligados à Barragem do Crato”, ou seja, à “componente de exploração da energia solar”.

Este ajuste prende-se com “razões que têm a ver com a capacidade de esse projeto gerar as suas próprias fontes de financiamento”, explicou o ministro, na altura.

O contrato para a realização dos estudos que antecedem a empreitada de construção da Barragem do Pisão já foi assinado e conta com um investimento de 950 mil euros, devendo estar concluído no final do ano, anunciou anteriormente a CIMAA.

O projeto do Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, na bacia hidrográfica do Tejo, contempla, entre outras componentes, a construção da barragem, uma central mini-hídrica, canais da estrutura de regadio para a agricultura, sistema de abastecimento público de água ou o realojamento da população da aldeia do Pisão (Crato),

A barragem vai proporcionar uma capacidade de armazenamento de 114 milhões de metros cúbicos (m3) de água, considerada “fundamental” num quadro de alterações climáticas, além de estar previsto que abranja uma área de regadio de 10 mil hectares.

Com um espelho de água de sete quilómetros quadrados, a barragem prevê produzir energia suficiente para abastecer 75% da população do distrito de Portalegre.

O empreendimento, que prevê a submersão da pequena aldeia do Pisão, com 60 habitantes, já foi anunciado por três primeiros-ministros – Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso -, mas continua por construir.

HYT // RRL

By Impala News / Lusa

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