Protesto de enfermeiros fecha quase metade dos blocos de parto na Alfredo da Costa

Os blocos de parto da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, com capacidade para onze grávidas, estão neste momento disponíveis para seis, devido ao protesto dos enfermeiros especialistas em obstetrícia.

Protesto de enfermeiros fecha quase metade dos blocos de parto na Alfredo da Costa

Protesto de enfermeiros fecha quase metade dos blocos de parto na Alfredo da Costa

Os blocos de parto da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, com capacidade para onze grávidas, estão neste momento disponíveis para seis, devido ao protesto dos enfermeiros especialistas em obstetrícia.

Os blocos de parto da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, com capacidade para onze grávidas, estão neste momento disponíveis para seis, devido ao protesto dos enfermeiros especialistas em obstetrícia

Segundo António Ramos, do movimento dos enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia, a MAC iniciou hoje a paralisação ao trabalho diferenciado destes profissionais, o qual conduziu já ao encerramento de perto de metade da sua capacidade no que diz respeito aos partos.

Nesta maternidade, estão neste momento quatro grávidas internadas para terem os filhos, pelo que a capacidade da maior maternidade do país está próxima do seu limite.

Em frente da entrada da MAC, uma dúzia de enfermeiros especialistas iniciaram hoje uma manifestação silenciosa, segurando uma faixa onde pedem: “Reconhecimento – carreira digna sem mais adiamento”.

Para António Ramos, o que levou estes enfermeiros especialistas a fazerem apenas cuidados de enfermagem geral é o mesmo motivo que desde 03 de julho já terá levado 700 enfermeiros em várias unidades de saúde no país a recusarem o exercício de funções especializadas.

Estes enfermeiros querem ser pagos pelas funções de especialista que exercem e não estão dispostos a esperar pela concretização da promessa do ministro da Saúde de pagar esta diferenciação a partir de 2018.

“Queremos saber como, quando e quanto. O ministro da Saúde não percebe este protesto e eu não percebo o ministro. Temos mais responsabilidade mas esta não é paga, disse António Ramos.

 

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