Projeto “Cavalos-Marinhos Desconhecidos” quer mobilizar cidadãos para a preservação das espécies

O projeto de ciência cidadã “Cavalos-Marinhos Desconhecidos” vai arrancar hoje em Sesimbra, numa ação que pretende sensibilizar a população para a necessidade de preservação das espécies.

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Projeto “Cavalos-Marinhos Desconhecidos” quer mobilizar cidadãos para a preservação das espécies

O projeto de ciência cidadã “Cavalos-Marinhos Desconhecidos” vai arrancar hoje em Sesimbra, numa ação que pretende sensibilizar a população para a necessidade de preservação das espécies.

Lisboa, 26 out 2019 (Lusa) — O projeto de ciência cidadã “Cavalos-Marinhos Desconhecidos” vai arrancar hoje em Sesimbra, numa ação que pretende sensibilizar a população para a necessidade de preservação das espécies, anunciou a Associação Natureza Portugal (ANP-WWF).

A Associação Natureza Portugal, associada da organização internacional Fundo Mundial para a Natureza (WWF), apresenta “Cavalos-Marinhos Desconhecidos” como um projeto pioneiro a nível nacional, que pretende capacitar escolas de mergulho nacionais para a realização de censos visuais das duas espécies de cavalos-marinhos (‘Hippocampus guttulatus’ e ‘Hippocampus hippocampus’) existentes no país.

O projeto baseia-se em saídas de mergulho, precedidas de sessões de formação sobre as espécies, para recolha de informação que será depois partilhada na plataforma iSeahorse (Saving Seahorses Together).

Na ação de hoje em Sesimbra, para além dos participantes inscritos será utilizado um submersível controlado remotamente disponibilizado pela National Geographic Society.

Os censos visuais do projeto “Cavalos-Marinhos Desconhecidos” pretendem contribuir para a definição do estatuto de conservação dos cavalos marinhos portugueses na base de dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Atualmente as duas espécies de cavalos-marinhos em Portugal estão classificadas como ‘Data Deficient’ (com insuficiência de dados).

O “Cavalos-Marinhos Desconhecidos”, financiado pelo Oceanário de Lisboa e pelo Species Conservation Fund, fruto da parceria entre a ANP-WWF e o Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve (CCMAR-UALG), surgiu como resposta ao progressivo decréscimo da população de cavalos-marinhos da Ria Formosa, no Algarve, que chegou a ser uma das maiores do mundo, e à falta de informação sobre as flutuações e distribuição das populações.

A diretora executiva da ANP-WWF, Ângela Morgado, disse, citada num comunicado da associação, que “dada a falta de dados, é imperativo desenvolver metodologias alternativas às puramente científicas de forma a alargar o leque de possibilidade no que toca à recolha de informação”.

O projeto que vai ser lançado no sábado em Sesimbra, dirigido à população de cavalos marinhos das zonas de pradaria marinha da Arrábida, quer sensibilizar e envolver os cidadãos na recolha de dados para utilização científica.

“A sensibilização e o envolvimento do cidadão comum e de entidades que interagem diretamente com a natureza é fundamental, pois quanto mais pessoas estiverem envolvidas e puderem contribuir ativamente na monitorização e na partilha de informação, mais facilmente o grande objetivo do projeto será alcançado”, acrescentou Ângela Morgado.

Durante os próximos meses, praticantes de ‘snorkelling’ e de mergulho com escafandro autónomo irão participar em ‘workshops’ dinamizados pela ANP|WWF e o CCMAR-UALG para que possam tornar-se “cidadãos-cientistas” envolvidos na preservação dos cavalos-marinhos.

IZZ/JMR // JMR

By Impala News / Lusa

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