Programa de transferência de tecnologia espacial prevê criar em Coimbra até 80 empresas

O programa ESA Space Solutions Portugal, coordenado pelo Instituto Pedro Nunes, sediado em Coimbra, acolhe 42 empresas ‘startups’ que integram tecnologia espacial em aplicações terrestres e ambiciona chegar até às 80 nos próximos anos.

Programa de transferência de tecnologia espacial prevê criar em Coimbra até 80 empresas

Programa de transferência de tecnologia espacial prevê criar em Coimbra até 80 empresas

O programa ESA Space Solutions Portugal, coordenado pelo Instituto Pedro Nunes, sediado em Coimbra, acolhe 42 empresas ‘startups’ que integram tecnologia espacial em aplicações terrestres e ambiciona chegar até às 80 nos próximos anos.

Em declarações à agência Lusa, o diretor de inovação do IPN e coordenador do programa, Jorge Pimenta, disse hoje que o ESA Space Solutions Portugal vai atingir as 50 empresas no próximo ano, com o objetivo de chegar às 70/80 no final do contrato com a Agência Espacial Europeia (ESA).

“Temos um contrato com a ESA para os próximos quatro anos (incluindo já 2021) e iremos continuar com uma ambição ainda superior, pelo que queremos apoiar no mínimo 12 empresas por ano. Este ano só tivemos seis, porque houve uma questão com o financiamento e tivemos de reduzir para metade, mas para o ano iremos compensar”, salientou o responsável.

Desenvolvido desde 2014, o ESA Space Solutions Portugal permite às empresas portuguesas receberem apoio técnico, financeiro e de negócio para criarem os seus negócios com tecnologia espacial, “que achamos muito distante, com aplicações do dia-a-dia que nos permitem chamar um táxi ou comunicar mais rápido, por exemplo”.

A pensar em mais espaço físico e melhores condições para acolher as empresas, o IPN está a alargar a incubadora do programa, com um aumento de área de 4000 metros quadrados, num investimento superior a um milhão de euros.

Em sete anos, o programa já criou 150 novos empregos altamente qualificados, com um volume de negócios total de cerca de 4,9 milhões de euros e uma capacidade de exportação de mais de 1,4 milhões de euros.

“Não é um número ainda significativo, mas queremos vê-lo crescer e julgamos que estas empresas que começaram no primeiro e segundo ano vão adicionar números nos próximos tempos”, perspetivou.

Neste período, o IPN, que também dinamiza a Rede de Transferência de Tecnologia da ESA, mapeou 50 tecnologias desenvolvidas para o espaço pela indústria portuguesa, que podem ser transferidas para mercados não espaciais, e apoiou com sucesso 10 casos de transferência de tecnologia espaço-terra.

Segundo Jorge Pimenta, Portugal é o único país europeu a coordenar, através do IPN, três programas de transferência de tecnologia espacial da Agência Espacial Europeia — incubação, transferência de tecnologia e desenvolvimento de negócio, entre os 20 centros existentes na Europa.

“É o maior programa europeu de transferência de tecnologia e de inovação, no sentido da sua amplitude. Apesar de estarmos no IPN e sermos uma das incubadoras, temos 15 incubadoras ao longo do país e ilhas, que podem fazer este apoio e este acompanhamento das empresas”, sublinhou o coordenador, salientando que, “ao nível do que é o esforço da ESA pela Europa toda, este é um programa sem par”.

A ambição de Jorge Pimenta passa pela esperança de conseguir que alguma das dezenas de ‘startups’ apoiadas no programa se possa transformar numa empresa unicórnio (avaliadas em mais de mil milhões de dólares)

“Ter um unicórnio espacial português seria para nós um caso absolutamente marcante e, portanto, a nossa esperança e todo o nosso esforço para que consigamos desta empresas que vamos apoiar nos próximos anos, poder ter uma que se possa destacar assim no firmamento espacial”, referiu.

O programa ESA Space Solutions Portugal assinala hoje o seu 7.º aniversário com uma sessão nas instalações do IPN que decorre durante o dia de hoje.

 

AMV // JEF

By Impala News / Lusa

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