Professores estão hoje na rua para exigirem tempo de serviço que Governo já negou

Professores estão hoje na rua para exigirem tempo de serviço que Governo já negou

Os professores exigem a recuperação de nove anos, quatro meses e dois dias de serviço.

Lisboa, 05 out (Lusa) – Dez organizações sindicais de professores convocaram para hoje uma manifestação em Lisboa, para exigirem a contagem integral do tempo de serviço congelado, um dia depois de o Governo ter aprovado a contabilização de menos de um terço desse tempo.

Os professores terminaram na quinta-feira uma semana de greves em defesa da contagem integral de tempo de serviço congelado, que tal como a manifestação de hoje estavam marcadas há cerca de um mês, mas também na quinta-feira o Governo aprovou um decreto-lei que define que os professores vão recuperar dois anos, nove meses e 18 dias do tempo de serviço congelado, uma “declaração de guerra” nas palavras da Federação Nacional de Professores (Fenprof).

A semana de greves que culmina com a manifestação, a coincidir com o Dia Mundial do Professor, é convocada pelas maiores estruturas sindicais, como a Fenprof mas também a Federação Nacional de Educação (FNE).

Na manifestação de hoje participarão também os secretários-gerais das centrais sindicais, a CGTP e a UGT, Arménio Carlos e Carlos Silva, respetivamente, além de delegações partidárias.

A manifestação passa pela Avenida Almirante Reis, Martim Moniz, Praça da Figueira, Rua da Prata e Praça do Comércio, e no final serão anunciadas novas “formas de luta” ainda para o primeiro período letivo.

A aprovação do decreto-lei na quinta-feira foi considerada ilegal pelos sindicatos, com a Fenprof a falar de “prepotência e inflexibilidade” do Governo e a apelar a uma grande adesão à iniciativa de hoje.

A FNE falou de “afronta aos professores” e garantiu que vai recorrer aos tribunais e a mais contestação.

O BE já anunciou que se o Presidente da República promulgar o diploma o partido vai avançar com uma apreciação parlamentar. A decisão do Governo também foi criticada pelo partido ecologista Os Verdes e pelo PCP, com os comunistas a pedirem uma audição do ministro no Parlamento e a anunciaram também a apreciação parlamentar do decreto-lei.

FP (JF,JYGA,HPG,SIM) // JMR

By Impala News / Lusa

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