Primeiras chitas reintroduzidas após extinção há 70 anos estão a caminho da Índia

As primeiras chitas a serem reintroduzidas na Índia, onde desapareceram há 70 anos, viajaram hoje a partir da Namíbia, num voo de 11 horas, informaram funcionários e veterinários.

Primeiras chitas reintroduzidas após extinção há 70 anos estão a caminho da Índia

Primeiras chitas reintroduzidas após extinção há 70 anos estão a caminho da Índia

As primeiras chitas a serem reintroduzidas na Índia, onde desapareceram há 70 anos, viajaram hoje a partir da Namíbia, num voo de 11 horas, informaram funcionários e veterinários.

Doados pelo governo namibiano, os oito felinos (cinco fêmeas e três machos) foram transportados num avião de carga especialmente fretado no aeroporto de Windhoek, capital da Namíbia, apelidado de “avião gato” e adornado com uma cabeça de felino na fuselagem.

Após um período de quarentena, os animais com o cobiçado pelo malhado vão começar uma fase de aclimatação na sua nova casa, o Parque Nacional de Kuno, situado a 320 quilómetros a sul de Deli.

Espera-se que o próprio primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, liberte os animais à sua chegada ao parque protegido de 748 quilómetros quadrados, escolhido para estes animais devido às suas abundantes presas e pastagens.

“É histórico, uma estreia mundial”, disse o alto-comissário indiano na Namíbia, Prashant Agrawal.

A Índia acolhia as chitas asiáticas, mas a espécie foi declarada extinta em 1952. Consta que Maharaja Ramanuj Pratap Singh Deo matou os últimos três espécimes no final da década de 1940.

O desaparecimento da chita na Índia é principalmente atribuído aos caçadores, mas também à perda do seu ‘habitat’.

As autoridades indianas têm tentado importar estas oito chitas africanas, uma espécie diferente da asiática, desde que o Supremo Tribunal autorizou a sua introdução em 2020, numa base experimental e num “local cuidadosamente determinado”.

Mas alguns especialistas acreditam que podem ter dificuldade em adaptar-se ao seu novo ambiente, que também é povoado por muitos leopardos, e temem conflitos entre espécies.

“As chitas são muito adaptáveis e penso que se aclimatam bem”, disse Laurie Marker, fundadora do Cheetah Conservation Fund (CCF), com sede na Namíbia, acrescentando que o projeto está em preparação há mais de 10 anos.

Os animais serão equipados com uma coleira satélite.

A Índia também espera concluir um acordo com a África do Sul para importar mais espécimes.

Classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza na sua Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, a população mundial de chitas é inferior a 7.000 indivíduos, a maioria dos quais vive na savana africana.

SMM // LFS

By Impala News / Lusa

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