Primeira fábrica de vacinas de RNA mensageiro em África inaugurada no Ruanda

A primeira fábrica de vacinas de RNA mensageiro em África foi hoje inaugurada no Ruanda, com o objetivo de produzir tratamentos para a covid-19 e outras doenças para milhões de habitantes do continente, até ao início de 2024.

Primeira fábrica de vacinas de RNA mensageiro em África inaugurada no Ruanda

Primeira fábrica de vacinas de RNA mensageiro em África inaugurada no Ruanda

A primeira fábrica de vacinas de RNA mensageiro em África foi hoje inaugurada no Ruanda, com o objetivo de produzir tratamentos para a covid-19 e outras doenças para milhões de habitantes do continente, até ao início de 2024.

A fábrica instalada pelo laboratório farmacêutico alemão BioNTech na capital ruandesa, Kigali, é a primeira das três planeadas para o continente africano.

“Esta inauguração é um passo histórico para a equidade nas vacinas”, disse o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, numa cerimónia em que participou o diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, o chefe da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, e outros altos funcionários.

África é o continente que está menos vacinado contra a covid-19, com menos de 20% dos seus 1,2 mil milhões de pessoas com duas doses de vacina.

A pandemia revelou a enorme dependência da África das vacinas importadas e o seu atraso tecnológico em relação à Europa, China e Estados Unidos.

“A melhor maneira de combater a desigualdade é colocar as ferramentas nas mãos daqueles que mais precisam delas”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A BioNTech disse que planeia empregar cerca de 100 ruandeses, assim que a fábrica estiver operacional, e treiná-los para fazer várias novas vacinas, utilizando a mais recente tecnologia mRNA.

“A ideia é que (…) as vacinas para os africanos sejam produzidas no continente africano”, disse o diretor executivo da BioNTech, Ugur Sahin, à agência AFP.

Garantiu que a tecnologia implantada no Ruanda – e mais tarde nas fábricas na África do Sul e no Senegal – assegura que as vacinas serão produzidas “com a mesma qualidade do que em qualquer outro lugar”.

“Porque é que os africanos não deveriam ter acesso aos produtos farmacêuticos mais modernos e eficazes? Não há nenhuma razão para isto”, acrescentou.

A produção incluirá vacinas para a covid-19, mas também tratamentos pioneiros atualmente em desenvolvimento para a malária, tuberculose e VIH.

Os ensaios em humanos de uma vacina contra a malária BioNTech, utilizando a tecnologia mRNA, deverão começar em finais de 2022.

SMM // JH

By Impala News / Lusa

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