Porto/Post/Doc abre hoje edição focada na identidade

A sexta edição do festival Porto/Post/Doc começa hoje, num evento que, até 01 de dezembro, se abre “à multiplicidade das identidades” da atualidade.

Porto/Post/Doc abre hoje edição focada na identidade

Porto/Post/Doc abre hoje edição focada na identidade

A sexta edição do festival Porto/Post/Doc começa hoje, num evento que, até 01 de dezembro, se abre “à multiplicidade das identidades” da atualidade.

“Em 2019 olhamos para dentro, que é o mesmo que dizer: o Porto/Post/Doc abre-se à multiplicidade das identidades. Como festival, olhar para dentro é projetar a luz da diversidade que nos compõe no escuro da sala. Todos os tempos dos filmes, longas, médias e curtas-metragens, puros documentários, impuras ficções, competições várias e animações. Mas para abrirmos as portas dos cinemas Rivoli e Passos Manuel tivemos antes de parar e refletir sem espelhos as nossas e as vossas identidades”, pode ler-se na página do festival.

Distribuído por vários espaços do Porto e, este ano pela primeira vez, também por Braga, o Porto/Post/Doc tem entre os destaques de hoje a exibição, no Grande Auditório do Rivoli, de “Marianne & Leonard: Words of Love”, de Nick Broomfield, sobre a relação entre o cantor e poeta Leonard Cohen e a sua “musa norueguesa” Marianne Ihlen.

Também hoje são exibidos, entre outros, filmes como “Viveiro”, de Pedro Filipe Marques, premiado no DocLisboa deste ano, e “Ave Rara”, de Vasco Saltão, que venceu a competição nacional no Curtas de Vila do Conde.

A competição internacional do festival inclui nove longas-metragens “que desafiam as fronteiras do género documental, espelhando e ficcionando o estado do mundo”, segundo o festival, e que vão de “Lillian”, de Andress Horvath, a “Transnistra”, de Anna Eborn.

Ben Rivers e Anocha Suwichakornpong, que apresentam “Krabi, 2562”, filme rodado na Tailândia em torno do fenómeno da gentrificação no sudoeste do país, e Kim Longinotto que, com “Shooting the Mafia”, leva ao Porto as memórias de uma fotojornalista italiana e da luta travada contra a máfia siciliana, são realizadores cujos documentários se destacam na seleção.

“A edição deste ano trabalha as questões identitárias. A nossa vontade de explorar este tema é uma vontade muito expressa na programação”, afirmou o diretor Dario Oliveira aquando da apresentação do Porto/Post/Doc, altura em que também anunciou que em 2020 haverá uma nova secção no festival, exatamente dedicada a este tema.

Quanto à secção Highlights, esta conta com antestreias nacionais como “O Filme do Bruno Aleixo”, de João Moreira e Pedro Santo, e “Cães que Ladram aos Pássaros”, de Leonor Teles, realizadores que estarão presentes na cerimónia de entrega de prémios, a 30 de novembro.

Destaque, ainda, para “Andrey Tarkovsky: A Cinema Prayer”, realizado por Andrey A. Tarkovsky, filho do cineasta russo, ou para “Zé Pedro Rock’n’roll”, de Diogo Varela Silva, documentário recém-distinguido no festival DocLisboa com o prémio do público.

O “Fórum do Real”, secção de debates complementados com filmes, terá três mesas: a “Da Terra”, com o geógrafo Álvaro Domingues, o realizador Ben Rivers e a antropóloga Susana de Matos, a “Da Imagem”, com a realizadora Chistiana Perschon, o investigador Daniel Ribas e o crítico Pedro Mexia, bem como “Do Pensamento”, com o ensaísta António Guerreiro, a filósofa Marie-José Mondzain e a realizadora Valérie Massadian.

TDI (PFT) // MAG

By Impala News / Lusa

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