«Treze dias deste janeiro»: O emotivo poema de um engenheiro do resgate de Julen

Um poema escrito por um dos engenheiros envolvidos na operação de resgate de Julen, o menino de dois anos que caiu num poço, está a comover o mundo

«Treze dias deste janeiro»: O emotivo poema de um engenheiro do resgate de Julen

Um poema escrito por um dos engenheiros envolvidos na operação de resgate de Julen, o menino de dois anos que caiu num poço, está a comover o mundo

Mario Muñoz-Atanet, um dos engenheiros que participou na operação de salvamento de Julen, a criança de dois anos que caiu num poço em Málaga, escreveu um poema em homenagem ao menor que foi encontrado sem vida na passada madrugada de sábado, dia 26 de janeiro. Os pais e todos os que estiveram envolvidos no resgate do menino também são tratados nos versos.

O texto lírico intitulado «Treze dias deste janeiro» foi publicado nos jornais «Última Hora» e «Diario Sur». O poema retrata maioritariamente a dor, o desespero e a esperança que marcaram todos os que estiveram implicados no resgate de Julen.

«Queria apagar da minha vida

13 dias deste janeiro

Queria tirar da minha mente

essa angústia e desespero», começa assim o poema.

Após 13 dias em que centenas de pessoas trabalharam noite e dia na tentativa de retirar o menino com vida daquele poço, a dor sentida no trágico desfecho termina o texto escrito pelo operacional.

Leia o poema na integra:

«Queria apagar da minha vida

13 dias deste janeiro

Queria esquecer

essa angústia e desespero

 

Queria cavar com as minhas mãos

esse monte todo inteiro

Queria encontrar amparo

para esses pais sem consolo

 

Queria ficar com as pessoas

com o CORAÇÃO de todas elas

Grandes! homens e mulheres

Que Deus os guarde a todos

 

Todos a um somando

Agentes, doutores, mineiros

bombeiros e voluntários

operacionais, técnicos e trabalhadores

 

Queria reconhecer o valor

força e tenacidade,

de um homem em especial

nosso Anjo, García Vidal.

 

Aceitou a responsabilidade

Não duvidou nem deu um passo atrás

e uniu quem ali foi parar

àquele monte único

 

Escavamos aquele lugar

dez dias sem descansar,

pensando em encontrar,

um milagre em Totalán

 

Não quero medalhas

méritos nem reconhecimentos,

Algo assim não merece

que se celebre com algum festejo

 

Fizemos o que podíamos

abraçados todos a um sonho,

Acolhemos a esperança

de poder salvar um pequeno

 

Agora choro na minha cama

abraçado aos meus pequenos,

e queria apagar da minha vida

13 dias deste janiero»

 

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