Pessoas com deficiência têm a partir de hoje agência específica para emprego

Todas as pessoas com qualquer tipo de deficiência vão poder procurar emprego através da Valor T, uma nova agência que junta empresas e setor social, que arranca hoje na procura de um trabalho estável e digno.

Pessoas com deficiência têm a partir de hoje agência específica para emprego

Pessoas com deficiência têm a partir de hoje agência específica para emprego

Todas as pessoas com qualquer tipo de deficiência vão poder procurar emprego através da Valor T, uma nova agência que junta empresas e setor social, que arranca hoje na procura de um trabalho estável e digno.

A apresentação do projeto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), desenvolvido em pareceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), acontece no Dia do Trabalhador e, segundo o provedor da SCML, não é por acaso. “Não é uma coincidência de calendário, é porque queremos de facto dar este grande tom de que qualquer pessoa tem direito, independentemente das suas dificuldades, mas em função das suas capacidades, a desenvolver percursos de trabalho estáveis, [ter um] trabalho digno e no mercado de trabalho regular”, destacou Edmundo Martinho.

A Valor T assume-se como a nova unidade de missão da SCML, funcionando como um centro de emprego exclusivo na procura de ofertas de trabalho para pessoas com deficiência, avaliando as competências e as características de cada candidato para encontrar o trabalho que melhor se lhe adapte. De acordo com o provedor da SCML, quem esteja interessado em tentar encontrar emprego através da Valor T deve aceder à plataforma (www.valort.scml.pt), preencher os campos que permitem definir o seu perfil, entre competências escolares, profissionais, formações, expectativas em relação ao tipo de trabalho, que limitações tem, e depois aguardar.

Todas as pessoas com deficiência serão contactadas se necessitarem de ajuda

“Contactaremos todas as pessoas para perceber se temos todos os elementos que são necessários, se há necessidade de fazer formações adicionais e sobretudo [para] passarmos ao ataque, de dizermos junto das empresas, e em tudo quanto sejam espaços de anúncio de ofertas de trabalho, as candidaturas de pessoas que correspondam às expectativas das entidades empregadoras”, explicou Edmundo Martinho. O projeto é de âmbito nacional e para todas as pessoas com deficiência, independentemente do tipo de deficiência ou limitação que tenham, não sendo necessária a apresentação do atestado médico de incapacidade multiusos.

“Não queremos barreiras nenhumas à entrada, o que não significa dizer que com o decurso do processo não se possa compreender que nem em todas as situações são muito fáceis de encontrar uma solução profissional”, sublinhou. Acrescentou que a SCML tem tido ofertas de trabalho em que algumas deficiências intelectuais se adequam ao ponto de terem “práticas profissionais excecionais”, sendo importante, por isso, “adequar aquilo que é a procura de um posto de trabalho àquilo que são as condições que a pessoa tem, as capacidades que tem e as qualificações que tiver.

Edmundo Martinho sublinhou que se trata de um projeto assente em três pilares: as pessoas – “o mais importante” –, as entidades empregadoras, sejam empresas, municípios ou outras entidades, e as instituições que, no país, fazem trabalho de acompanhamento, através dos serviços dos centros de emprego ou os centros de recursos das instituições de solidariedade social que apoiam as pessoas com deficiência em todo o território nacional. Uma tríade que faz o provedor da SCML acreditar que este é um projeto que poderá alcançar bons resultados, uma expectativa partilhada pela secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência.

Em declarações à Lusa, Ana Sofia Antunes admitiu que este pode ser um primeiro passo na procura de um emprego, salientando que a grande novidade e vantagem está no facto de criar uma ferramenta de âmbito nacional que ajudará a chegar às grandes empresas e por “toda a gente a trabalhar em conjunto”, nomeadamente com os 61 centros de recursos, em vez de “estar a trabalhar cada um por si”.

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Saiba como aceder à Valor T

“A minha expectativa é que consigamos em alguns meses ter um conjunto substancial de inscritos na plataforma e começar a ver situações práticas de colocações a acontecer e acho que quando começarmos a divulgar essas colocações, isto pode ter um efeito de contaminação”, defendeu a secretária de Estado. Ana Sofia Antunes disse estar “disponível e muito mobilizada” para fazer esta divulgação por todo o lado, nas empresas ou nos centros de recursos, “para que isto comece de facto a mexer”.

A agência Valor T conta já com a participação de 56 entidades, tanto de âmbito nacional, como regional ou local, além das empresas El Corte Inglés, Grupo Jerónimo Martins, Santander Totta, Grupo Sonae, Auchan, Altice e Nova Base. A apresentação acontece hoje, a partir das 16:00, e tem o contributo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cuja mensagem será exibida em vídeo.

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