PCP mantém regras de acesso ao seu arquivo, em resposta a apelo de historiadores

O PCP vai manter a sua “orientação” de dar acesso a documentos do seu arquivo histórico “norteado pelos seus legítimos critérios”, anunciou o partido em resposta a um apelo de historiadores.

PCP mantém regras de acesso ao seu arquivo, em resposta a apelo de historiadores

PCP mantém regras de acesso ao seu arquivo, em resposta a apelo de historiadores

O PCP vai manter a sua “orientação” de dar acesso a documentos do seu arquivo histórico “norteado pelos seus legítimos critérios”, anunciou o partido em resposta a um apelo de historiadores.

Lisboa, 17 mar 2021 (Lusa) — O PCP vai manter a sua “orientação” de dar acesso a documentos do seu arquivo histórico “norteado pelos seus legítimos critérios”, anunciou hoje o partido em resposta a um apelo de historiadores que querem consultar este acervo.

“O PCP prosseguirá na sua orientação e reiterada prática de facultação e acesso aos seus arquivos (que, recorde-se, não são um arquivo público) mas sempre norteado pelos seus legítimos critérios e soberania de decisão e não ao sabor de interesses ou motivações que sejam estranhos à investigação e divulgação históricas”, lê-se numa nota do gabinete de imprensa do partido, hoje divulgada.

No sábado, o semanário Expresso noticiou que um grupo de historiadores, entre eles Pacheco Pereira, autor de uma biografia do líder histórico do PCP, Álvaro Cunhal, iria pedir o acesso aos arquivos históricos do partido.

A ideia do pedido, em forma de abaixo-assinado, surgiu num debate virtual, organizado em 06 de março pela Fundação Mário Soares, em que participaram José Pacheco Pereira, Fernando Rosas, João Madeira e João Arsénio Nunes, que é militante do PCP.

“O que lá está não se sabe, presume-se”, afirmou Pacheco Pereira, citado pelo jornal, enquanto Arsénio Nunes confessou estar dividido: “Como historiador, gostava de ter o máximo acesso. Como comunista, se tivesse responsabilidades políticas, punha restrições a zonas que correspondessem a atividades na clandestinidade e que envolvessem pessoas ainda vivas.”

 

NS // SF

By Impala News / Lusa

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