PCP exige medidas do Governo em relação aos serviços de ginecologia obstetrícia

O PCP exigiu hoje que o Governo atue com urgência para evitar novos constrangimentos no funcionamento de serviços hospitalares de ginecologia e obstetrícia e perguntou que medidas vão ser tomadas pelo Ministério da Saúde.

PCP exige medidas do Governo em relação aos serviços de ginecologia obstetrícia

PCP exige medidas do Governo em relação aos serviços de ginecologia obstetrícia

O PCP exigiu hoje que o Governo atue com urgência para evitar novos constrangimentos no funcionamento de serviços hospitalares de ginecologia e obstetrícia e perguntou que medidas vão ser tomadas pelo Ministério da Saúde.

Num vídeo divulgado pelo PCP, o deputado comunista João Dias defende que “é preciso que o Governo tome com urgência as medidas necessárias” para fazer face a “esta situação de incapacidade de assegurar as escalas dos serviços por falta de médicos”.

Numa pergunta dirigida ao Ministério da Saúde, com a data de hoje, o PCP interroga “que medidas vai o Governo tomar para que não se voltem a repetir situações como as deste fim de semana em que diversas unidades hospitalares da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e de outras regiões, estiveram com os serviços de obstetrícia/ginecologia de portas fechadas”.

Os deputados João Dias e Paula Santos, líder parlamentar do PCP, subscritores desta pergunta, querem também saber se “tem o Governo conhecimento de outras unidades hospitalares que estejam em igual situação de rutura, arriscando também o encerramento do atendimento serviços de obstetrícia/ginecologia” e “se sim quais”.

No texto, são apontados os recentes constrangimentos nos serviços de urgência de ginecologia/obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, do Centro Hospitalar de Setúbal, do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, do Hospital Garcia de Orta, em Almada, e também no Hospital de Braga e no Hospital das Caldas da Rainha.

João Dias considera que não é surpreendente o encerramento neste fim de semana de vários serviços hospitalares de ginecologia e obstetrícia, tendo em conta a “falta de profissionais de saúde”, que afeta as escalas, situação que afirma ser generalizada: “É transversal a todo o país e acontece em diversas áreas de especialidade”.

Segundo o deputado, “Setúbal deveria ter 22 especialistas de ginecologia e obstetrícia, tem 10. No São Francisco Xavier são 14 médicos quando deveriam ser 22. Na Guarda deveriam ter 10 médicos e são 8. Em Leiria deveriam ser 24 médicos e o serviço tem 18”.

“Com esta carência, as unidades hospitalares recorrem à contratação de médicos externos contratadas a empresas de prestação de serviços ou então recorrem insistentemente a horas extraordinárias”, acrescenta o deputado.

O PCP reivindica medidas que “fixem os profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS) impedindo a sua saída para o privado ou para o estrangeiro” e sustenta que isso “só se consegue com carreiras atrativas, valorização salarial, dedicação exclusiva, com mais equipamentos e investimento no SNS”.

Na pergunta dirigida ao Ministério da Saúde, os comunistas referem que num recente despacho para “preenchimento de 202 postos de trabalho da carreira médica e da carreira especial médica, nas áreas hospitalar, medicina geral e familiar e saúde pública, apenas referem 9 vagas a concurso no caso de ginecologia/obstetrícia e 20 vagas referenciadas como com direito a incentivo para zona carenciada, associadas a esta especialidade, valores muito aquém do que seria necessário”.

IEL // SF

By Impala News / Lusa

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