Parque moçambicano do Zinave recebe mais oito rinocerontes

O Parque Nacional do Zinave, no sul de Moçambique, recebeu mais oito rinocerontes no âmbito dos planos de revalorização da área, apoiados pela fundação sul-africana Peace Parks.

Parque moçambicano do Zinave recebe mais oito rinocerontes

Parque moçambicano do Zinave recebe mais oito rinocerontes

O Parque Nacional do Zinave, no sul de Moçambique, recebeu mais oito rinocerontes no âmbito dos planos de revalorização da área, apoiados pela fundação sul-africana Peace Parks.

“Trata-se de animais raros e em vias de extinção, portanto, é extremamente importante reforçar a segurança”, explicou à comunicação social Bernard van Lente, gestor de projetos da fundação Peace Parks, durante a chegada dos animais.

No total, o Parque Nacional do Zinave recebeu 27 rinocerontes nos últimos dois meses, depois de quase 40 anos sem os animais na área, no âmbito da iniciativa apoiada pela Peace Parks, que investiu cerca de 4,6 milhões de dólares (quase cinco milhões de euros) para transportar os animais e reforçar a segurança na área de proteção.

“Nós treinámos 54 homens que estão agora distribuídos pelo parque para reforçarem a segurança e nós solicitámos um helicóptero para reforçar a patrulha, que está no local dia e noite”, frisou Bernard van Lente.

A organização, fundada em 1997, entre outros, pelo então presidente sul-africano Nelson Mandela, defende a reintrodução dos rinocerontes no Zinave como um marco importante na região para proteger a espécie, que tem estado na mira de caçadores.

Segundo dados da entidade, na última década, mais de 8.000 rinocerontes pretos e brancos (mais de um terço de toda a população restante no mundo) foram abatidos por caça furtiva na África Austral.

A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) de Moçambique e a Peace Parks associaram-se e iniciaram a recuperação do parque em 2016.

O Parque Nacional do Zinave, localizado na província de Inhambane, sul de Moçambique, tem 408 mil hectares e foi dizimado após a guerra civil moçambicana que durou 16 anos.

 

EYAC // JH

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS